Uma das Tarefas na Ordem do Dia
J. V. Stálin
6 de Abril de 1918
Primeira Edição: "Pravda" ("A Verdade"), n.° 6 de abril de 1918.Fonte: J.V. Stálin – Obras – 4º vol., Editorial Vitória, 1954 –
Os últimos dois meses de desenvolvimento da revolução na Rússia, especialmente desde quando foi concluída a paz com a Alemanha e sufocada a contra-revolução burguesa no interior, podem ser definidos como o período da consolidação do Poder Soviético na Rússia e o início da reorganização sistemática do superado regime econômico-social, segundo um novo plano socialista. A nacionalização das fábricas e oficinas, que se estende com ritmo crescente, o acentuado controle sobre os principais ramos do comércio, a nacionalização dos bancos, a atividade do Conselho Supremo da Economia Nacional, núcleo organizativo da sociedade socialista já agora vizinha, atividade rica de formas e que se desenvolve dia a dia, tudo isso indica como o Poder Soviético penetra profundamente nos poros da vida social. Na zona central o Poder, saído do seio das massas trabalhadoras, já se tornou efetivamente popular. Nisto consiste a força e o poderio do Poder Soviético. Isto é sentido evidentemente até mesmo por aqueles intelectuais burgueses, antes inimigos do Poder Soviético, técnicos, engenheiros, empregados e, de um modo geral, pessoas dotadas de conhecimentos especiais, que até a véspera sabotavam o governo e hoje estão prontas a servi-lo.
Mas nas regiões periféricas, habitadas por elementos atrasados do ponto de vista cultural, o Poder Soviético ainda não conseguiu tornar-se tão popular. A revolução, iniciada na zona central, estendeu-se às regiões periféricas e especialmente às orientais, com um certo retardamento. Os usos e línguas dessas regiões, que se distinguem entre outras coisas por seu atraso econômico, de certo modo complicaram o processo de consolidação do Poder Soviético. Para se fazer com que nessas regiões o Poder se torne popular e as massas trabalhadoras se tornem socialistas, são necessários, entre outras coisas, métodos especiais para atrair as massas trabalhadoras e exploradas ao processo revolucionário. É necessário elevar as massas até o Poder Soviético e fundir com este os seus melhores representantes. Mas isso não é possível sem a autonomia de tais regiões, isto é, sem a organização de uma escola local, de um tribunal local, de uma administração local, de órgãos de governo locais, de instituições políticas, sociais e culturais locais, garantindo o pleno direito de usufruir a língua local, que é a língua materna para as massas trabalhadoras do país, em todas as esferas do trabalho político e social.
Tendo justamente em conta esses elementos, o III Congresso dos Soviets decidiu adotar um regime federativo para a República Soviética da Rússia.
Os grupos autônomos burgueses, surgidos em novembro e dezembro do ano passado nas regiões periféricas dos tártaros do Volga, dos bachkírios, dos quirguizes, do Turquestão, desmascaram-se gradualmente no curso da revolução. Para arrancar deles definitivamente "suas massas" e para ligar estas últimas em torno do Poder Soviético é preciso "tirar" sua autonomia, transformá-la de burguesa em soviética, depois de havê-la depurado da podridão burguesa. Os grupos nacionalistas burgueses reivindicam a autonomia para transformá-la em instrumento de opressão de "suas" massas. Justamente por isso, "depois de haverem reconhecido o Poder Soviético central", negam-se a reconhecer até os soviets locais, pretendendo que não se intervenha em seus "assuntos internos". Alguns soviets locais resolveram então repelir completamente qualquer autonomia, preferindo "resolver" a questão nacional por meio das armas. O Poder Soviético, entretanto, absolutamente não pode servir-se desse meio, o qual só consegue ligar as massas em torno das camadas nacionalistas burguesas superiores e fazê-las aparecer como as salvadoras da "pátria", as defensoras da "nação", o que não entra de maneira alguma nos cálculos do Poder Soviético. Não a negação da autonomia, mas o seu reconhecimento, constitui uma tarefa urgente do Poder Soviético. Apenas é preciso basear essa autonomia nos soviets locais. Só assim o Poder Soviético poderá tornar-se popular e familiar para as massas. É então necessário que a autonomia assegure o Poder não às camadas superiores de uma determinada nação, mas às inferiores. Aqui está o nó da questão.
Exatamente por isso o Poder Soviético proclama a autonomia do território tártaro-bachkírio. Com essas perspectivas se projeta a proclamação da autonomia do território quirguiz, da região do Turquestão, etc. Tudo isso na base do reconhecimento, imediatamente, dos soviets dos territórios, dos distritos e das cidades dessas regiões periféricas.
É preciso recolher materiais e dados de todo o gênero, necessários à determinação do caráter e da forma de autonomia desses territórios. É preciso criar comissões para a convocação dos congressos constituintes dos soviets e dos órgãos soviéticos dos vários povos, congressos que devem traçar os limites geográficos dessas autonomias. É preciso convocar esses congressos. A necessária preparação deve ser imediatamente feita, para permitir ao futuro Congresso dos Soviets de Toda a Rússia elaborar a Constituição da Federação Soviética da Rússia.
Os soviets do território tártaro-bachkírio e os comissariados muçulmanos anexos já puseram mãos à obra. No período de 10 a 15 de abril, estão convocados para irem a Moscou os representantes dos soviets e dos comissariados muçulmanos de Kazan, Ufá, Orenburg,. Iekaterinburg, para uma reunião na qual será constituída a comissão que deverá convocar o congresso constituinte dos soviets da Tártaro-Bachkíria.
Na região quirguiz e no Turquestão o trabalho realizado com esses entendimentos está apenas em início. É preciso que os soviets dessas regiões imediatamente ponham mãos à obra, fazendo participar no trabalho todos os elementos soviéticos e revolucionários de seus povos. Não se deve admitir nenhuma divisão em colégios eleitorais nacionais com representação das "minorias" e das "maiorias" nacionais, como propõem alguns grupos nacionalistas burgueses[N14]. Uma tal divisão não faz senão aguçar a hostilidade entre os povos, fortalecer as barreiras existentes entre as massas trabalhadoras das várias" nacionalidades e barrar aos povos atrasados o caminho que leva à luz e à cultura. Não é o fracionamento das massas trabalhadoras e democráticas das várias nacionalidades em simples destacamentos que deverá servir de base às eleições dos congressos constituintes e de fundamento à autonomia, mas o seu agrupamento em torno das respectivas associações soviéticas.
Portanto, coleta de materiais referentes à questão da autonomia das regiões periféricas, constituição de comissariados nacionais socialistas junto aos soviets, organização de comissões para a convocação dos congressos constituintes soviéticos das regiões autônomas, convocação desses congressos, aproximação das camadas trabalhadoras do povo que exerçam o direito de autodeterminação aos órgãos do Poder Soviético nas regiões: tudo isso é tarefa dos soviets.
O Comissariado do Povo para os Negócios das Nacionalidades tomará todas as medidas necessárias para facilitar esse trabalho difícil é de grande responsabilidade que os soviets locais devem realizar.
O Comissário do PovoJ. Stálin.
Início da página
Notas de fim de tomo:
[N14] Esses grupos propunham dividir os eleitores na base da nacionalidade, e não na do território. Cúria corresponde a colégio eleitoral. (retornar ao texto)
terça-feira, 9 de março de 2010
LENINE e a Paz com os Alemães em 1917( artigo de STALIN
Intervenção na Reunião do Comitê Central do POSDR(b) Sobre a Questão da Paz com os Alemães (Breve nota extraída da ata)J. V. Stálin11 de Janeiro de 1918Primeira Edição: No volume "Atas do Comitê Central do POSDR, agosto de 1917 - fevereiro 1918, Moscou - Leningrado, 1929.Fonte: J.V. Stálin – Obras – 4º vol., Editorial Vitória, 1954 –
O camarada Stálin entende que adotando a palavra de ordem da guerra revolucionária faremos o jogo do imperialismo. A posição de Trotski não pode nem sequer ser chamada de posição. Não há no Ocidente um movimento revolucionário, não há fatos que provem a existência de tal movimento revolucionário; ele existe apenas em estado potencial, mas nós, em nossa atuação, não podemos confiar só nisso. Se os alemães começarem a ofensiva, isto conduzirá a um fortalecimento da contra-revolução em nosso país. A Alemanha está em condições de atacar, pois tem suas tropas kornilovistas, a "guarda". Em outubro falamos numa guerra sagrada contra o imperialismo porque então se dissera que a palavra "paz" seria suficiente para fazer rebentar a revolução no Ocidente. Isto não aconteceu. O fato de que entre nós se estejam realizando reformas socialistas põe em agitação o Ocidente, mas para pô-las em prática necessitamos de tempo. Se aceitássemos a política de Trotski criaríamos péssimas condições para o movimento revolucionário no Ocidente. Por isso o camarada Stálin propõe que se aceite a proposta do camarada Lênin de conclusão da paz com os alemães.
O camarada Stálin entende que adotando a palavra de ordem da guerra revolucionária faremos o jogo do imperialismo. A posição de Trotski não pode nem sequer ser chamada de posição. Não há no Ocidente um movimento revolucionário, não há fatos que provem a existência de tal movimento revolucionário; ele existe apenas em estado potencial, mas nós, em nossa atuação, não podemos confiar só nisso. Se os alemães começarem a ofensiva, isto conduzirá a um fortalecimento da contra-revolução em nosso país. A Alemanha está em condições de atacar, pois tem suas tropas kornilovistas, a "guarda". Em outubro falamos numa guerra sagrada contra o imperialismo porque então se dissera que a palavra "paz" seria suficiente para fazer rebentar a revolução no Ocidente. Isto não aconteceu. O fato de que entre nós se estejam realizando reformas socialistas põe em agitação o Ocidente, mas para pô-las em prática necessitamos de tempo. Se aceitássemos a política de Trotski criaríamos péssimas condições para o movimento revolucionário no Ocidente. Por isso o camarada Stálin propõe que se aceite a proposta do camarada Lênin de conclusão da paz com os alemães.
Entrevista de Stalin sobre a República Federativa Russa
A Organização da República Federativa da Rússia(Entrevista com um correspondente da "Pravda")
J. V. Stálin
4 de Abril de 1918
.Fonte: J.V. Stálin – Obras – 4º vol., Editorial Vitória, 1954 – traduzida da edição italiana da Obras Completas de Stálin publicada pela Edizioni Rinascita, Roma, 1949.Tradução: Editorial Vitória
A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.
Em conseqüência da discussão surgida nestes últimos dias, nas colunas da imprensa soviética, acerca dos princípios e modalidades da edificação da Federação Russa, um correspondente nosso dirigiu-se ao camarada Stálin, Comissário do Povo para as Nacionalidades, pedindo-lhe exprimir seu pensamento sobre a questão.
A uma série de perguntas formuladas pelo nosso correspondente, o camarada Stálin deu a seguinte resposta:
As Federações Democráticas Burguesas
De todas as uniões federativas existentes, as mais características, quanto ao regime democrático burguês, são as federações americana e suíça. Historicamente, formaram-se de Estados independentes, passando da confederação à federação; ademais, transformaram-se praticamente em Estados unitários, que da federação só conservaram a forma. Todo esse processo de desenvolvimento, da independência ao regime unitário, verificou-se através de uma série de violências, de repressões e de guerras nacionais. Basta recordar a guerra dos Estados americanos do Sul contra os do Norte[N12] e a guerra do Sonderbund[N13] contra os outros cantões da Suíça. Além disso, não se pode deixar de salientar que os cantões da Suíça e os Estados da América não se formaram segundo um critério nacional e nem sequer segundo um critério econômico, mas de um modo todo fortuito, devido à ocupação casual destes ou daqueles territórios por emigrantes colonizadores ou comunidades agrícolas.
Em que se Distingue Dessas Federações a Federação da Rússia que se Sncontra em seu Processo de Formação
A Federação que se está formando agora na Rússia apresenta, e deve apresentar, um quadro totalmente diverso.
Em primeiro lugar, na Rússia as diferentes regiões são unidades nitidamente determinadas no que se refere aos costumes e à composição étnica. A Ucrânia, a Criméia, a Polônia, a Transcaucásia, o Turquestão, a região do curso médio do Volga, a região quirguiz, distinguem-se do centro não só por sua posição geográfica (regiões periféricas), mas também como territórios economicamente coesos, com determinados costumes e com uma população nacional homogênea.
Em segundo lugar, essas regiões não constituem territórios livres e independentes, mas unidades que foram mantidas pela violência no organismo político do Estado russo e que hoje visam obter a necessária liberdade de ação sob a forma de relações federativas ou de completa independência. A história da "unificação" desses territórios apresenta um quadro cheio de violências e de repressões exercidas pelas velhas autoridades russas. A instauração na Rússia de um regime federativo significará a libertação desses territórios, e dos povos que os habitam, do velho jugo imperialista. Do regime unitário à federação!
Em terceiro lugar, nas federações do Ocidente a edificação da vida estatal é dirigida pela burguesia imperialista. Não é de admirar que a "unificação" não se tenha podido realizar sem violências. Aqui na Rússia, ao contrário, a edificação política é dirigida pelo proletariado, inimigo jurado do imperialismo. esse motivo, tia Rússia se pode e se deve instaurar o regime federativo, na base da livre união dos povos.
Essa é a diferença essencial entre a federação na Rússia e as federações no Ocidente.
Os Princípios da Edificação da Federação da Rússia
Disso resulta claramente — continua o camarada Stálin — que a Federação da Rússia não é a união de simples cidades independentes (como acreditam os caricaturistas da imprensa burguesa), ou, de um modo geral, de regiões (como imaginam alguns camaradas nossos), mas a união de determinados territórios historicamente distintos, que se diferenciam tanto por seus costumes particulares quanto por sua composição nacional. Não é a posição geográfica desta ou daquela região o que pesa, nem tampouco que algumas regiões sejam separadas do centro por extensões d’água (Turquestão), cadeias de montanhas (Sibéria) ou estepes (ainda o Turquestão). Esse federalismo geográfico propagado por Látsis nada tem de comum com o federalismo anunciado pelo Congresso dos Soviets. A Polônia e a Ucrânia não estão separadas do centro por nenhuma cadeia de montanhas ou extensão d’água, mas a ocorre sustentar que a falta de tais elementos geográficos exclua aquelas regiões do direito à livre autodeterminação.
Por outro lado, é fora de dúvida — diz o camarada Stálin — que tampouco o federalismo original dos regionalistas de Moscou, os quais se esforçam para unificar artificialmente em torno de Moscou quatorze províncias, nada tem de comum com a conhecida resolução do III Congresso dos Soviets sobre a federação. Não há dúvida de que a zona têxtil central, compreendendo apenas algumas províncias, é uma unidade econômica coesa e que, como tal, terá um organismo administrativo regional, na qualidade de seção autônoma do Conselho Supremo da Economia Nacional. Mas, o possa haver de comum entre a atrasada Kaluga e a industrial Ivánovo-Voznessensk e qual o critério que segue o atual Conselho Regional dos Comissários do Povo para "unificá-las", é coisa que não se consegue compreender.
Composição da República Federativa da Rússia
Evidentemente não é qualquer fração ou unidade, nem qualquer território geográfico, que deve e pode fazer parte de uma federação, mas somente determinadas regiões, que reúnam naturalmente particularidades de costumes, uma composição étnica própria e um mínimo de coesão econômica em seus territórios. Assim a Polônia, a Ucrânia, a Finlândia, a Criméia, a Transcaucásia (não se exclui, além disso, a possibilidade de que a Transcaucásia se divida numa série de determinadas unidades territoriais nacionais, como a georgiana, a armênia, a azerbaidjano-tártara, etc.), o Turquestão, a região quirguiz, o território tártaro-bachkírio, a Sibéria, etc.
Direitos das Regiões FederadasDireitos das Minorias Nacionais
Os limites dos direitos dessas regiões federadas serão elaborados, de maneira concreta, no curso da edificação da Federação Soviética em seu conjunto; todavia, é possível estabelecer desde já, a traços largos, esses direitos. O exército e a marinha de guerra, os negócios estrangeiros, as estradas de ferro, os correios e telégrafos, o sistema monetário, os tratados comerciais, a política geral econômica, financeira e bancária, tudo isto necessariamente deverá ser da competência do Conselho Central dos Comissários do Povo. Todas as outras questões, e, antes de mais nada, as formas de aplicação dos decretos gerais, a escola, o processo judiciário, a administração, etc., serão da competência dos Conselhos Regionais dos Comissários do Povo. Nenhuma língua "oficial" obrigatória, nem no processo judiciário, nem na escola! Cada região escolherá a língua ou as línguas correspondentes à composição de sua população; além disso, respeitará a completa igualdade de direitos no uso das línguas, tanto das minorias como das maiorias, em todas as disposições administrativas e políticas.
Estrutura do Poder Central
A estrutura do Poder central, as modalidades de sua constituição, são determinadas pelas peculiaridades da Federação da Rússia. Na América e na Suíça o federalismo levou à pratica um sistema bicameral: de um lado, um parlamento eleito segundo o princípio do sufrágio universal, de outro lado um conselho federal constituído dos estados ou dos cantões. Esse é o sistema bicameral que na realidade conduz ao conhecido burocratismo legislativo burguês. Não é necessário dizer que as massas trabalhadoras da Rússia não aceitariam esse sistema bicameral. Nem falemos sequer da completa incompatibilidade desse sistema com as exigências elementares do socialismo.
Parece-nos — continua o camarada Stálin — que o órgão supremo do Poder da Federação da Rússia deve ser o Congresso dos Soviets, eleito por todas as massas trabalhadoras da Rússia, ou então o Comitê Executivo Central que o substitui. Será preciso, ao mesmo tempo, abandonar para sempre o preconceito burguês da infalibilidade do "princípio" do sufrágio universal. O direito de voto será, ou deverá ser, concedido só àquelas camadas da população que são exploradas ou que, de qualquer modo, não exploram o trabalho alheio. Este é o resultado natural da situação criada pela ditadura do proletariado e das massas camponesas pobres.
O Órgão Executivo do Poder
No que se refere ao órgão executivo do Poder da Federação da Rússia, isto é, o Conselho Central dos Comissários do Povo, este será eleito pelos congressos dos soviets entre os candidatos apresentados, acreditamos., pelo centro e regiões federadas. Assim, entre o Comitê Executivo Central e o Conselho dos Comissários do Povo não haverá nem deverá haver a chamada segunda câmara. Sem dúvida, a prática poderá e deverá elaborar outras formas mais elásticas e adequadas ao objetiva de harmonizar os interesses das regiões e do centro na obra de edificação do Poder. Mas uma coisa é certa: qualquer que seja a forma que a prática elabore, essa forma não fará ressuscitar o sistema bicameral superado e sepultado pela nossa revolução.
Função Transitória do Federalismo
Tais são, a meu ver, — continua o nosso interlocutor, — os traços gerais da Federação da Rússia, que se vai formando sob os nossos olhos. Muitos são inclinados a considerar o regime federativo como o mais estável e sem dúvida como o ideal, e em confirmação dessa tese citam freqüentemente o exemplo da América, do Canadá e da Suíça. Todavia, o entusiasmo exagerado pelo federalismo não é justificado pela história. Em primeiro lugar, tanto a América, como a Suíça, não são mais federações, foram-no entre 1860 e 1870; na realidade transformaram-se em Estados unitários desde o fim do século passado, quando os estados e cantões transferiram todo o Poder ao governo federativo central.
A história mostrou que o federalismo da América e da Suíça não constituiu senão uma fase transitória que preparou a passagem da independência dos estados e cantões para a sua completa unificação. O federalismo mostrou ser uma forma plenamente adequada ao objetivo. uma fase transitória que preparava a passagem da independência ao unitarismo imperialista, mas foi superado e abandonado logo que atingiram a maturidade as condições necessárias para a unificação dos estados e dos cantões num único Estado unitário.
O Processo de Edificação Política da Federação da Rússia.O Federalismo na Rússia, Fase Transitória que Prepara o Regime Unitário Socialista
Na Rússia a edificação política segue um processo inverso. Aqui, o unitarismo forçado tzarista é substituído por um federalismo voluntário, para que, com o correr do tempo, o federalismo ceda lugar a uma voluntária e fraternal união das massas trabalhadoras de todas as nações e de todas as comunidades da Rússia. O federalismo na Rússia — disse o camarada Stálin terminando a sua entrevista — está destinado a ter, como na América e na Suíça, uma função transitória, a qual prepara o futuro regime unitário socialista.
Início da página
Notas de fim de tomo:
[N12] A Guerra de Secessão americana (1861-1865) estourou quando sete estados dissidentes do Sul separaram-se da União e proclamaram-se "Estados Confederados da América". A vitória do Norte assinalou o início da unificação nacional de todos os estados americanos sob um governo federal central. (retornar ao texto)
[N13] O Sonderbund, união reacionária dos sete cantões católicos da Suíça fundada em 1845, apoiava o fracionamento político do país. Em 1847, estalou um conflito armado entre o Sonderbund e os outros cantões da Suíça que eram favoráveis a uma centralização do Poder. A guerra terminou pela derrota do Sonderbund e a transformação da Suíça, de federação de Estados, num único Estado federal. (retornar ao texto)
J. V. Stálin
4 de Abril de 1918
.Fonte: J.V. Stálin – Obras – 4º vol., Editorial Vitória, 1954 – traduzida da edição italiana da Obras Completas de Stálin publicada pela Edizioni Rinascita, Roma, 1949.Tradução: Editorial Vitória
A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.
Em conseqüência da discussão surgida nestes últimos dias, nas colunas da imprensa soviética, acerca dos princípios e modalidades da edificação da Federação Russa, um correspondente nosso dirigiu-se ao camarada Stálin, Comissário do Povo para as Nacionalidades, pedindo-lhe exprimir seu pensamento sobre a questão.
A uma série de perguntas formuladas pelo nosso correspondente, o camarada Stálin deu a seguinte resposta:
As Federações Democráticas Burguesas
De todas as uniões federativas existentes, as mais características, quanto ao regime democrático burguês, são as federações americana e suíça. Historicamente, formaram-se de Estados independentes, passando da confederação à federação; ademais, transformaram-se praticamente em Estados unitários, que da federação só conservaram a forma. Todo esse processo de desenvolvimento, da independência ao regime unitário, verificou-se através de uma série de violências, de repressões e de guerras nacionais. Basta recordar a guerra dos Estados americanos do Sul contra os do Norte[N12] e a guerra do Sonderbund[N13] contra os outros cantões da Suíça. Além disso, não se pode deixar de salientar que os cantões da Suíça e os Estados da América não se formaram segundo um critério nacional e nem sequer segundo um critério econômico, mas de um modo todo fortuito, devido à ocupação casual destes ou daqueles territórios por emigrantes colonizadores ou comunidades agrícolas.
Em que se Distingue Dessas Federações a Federação da Rússia que se Sncontra em seu Processo de Formação
A Federação que se está formando agora na Rússia apresenta, e deve apresentar, um quadro totalmente diverso.
Em primeiro lugar, na Rússia as diferentes regiões são unidades nitidamente determinadas no que se refere aos costumes e à composição étnica. A Ucrânia, a Criméia, a Polônia, a Transcaucásia, o Turquestão, a região do curso médio do Volga, a região quirguiz, distinguem-se do centro não só por sua posição geográfica (regiões periféricas), mas também como territórios economicamente coesos, com determinados costumes e com uma população nacional homogênea.
Em segundo lugar, essas regiões não constituem territórios livres e independentes, mas unidades que foram mantidas pela violência no organismo político do Estado russo e que hoje visam obter a necessária liberdade de ação sob a forma de relações federativas ou de completa independência. A história da "unificação" desses territórios apresenta um quadro cheio de violências e de repressões exercidas pelas velhas autoridades russas. A instauração na Rússia de um regime federativo significará a libertação desses territórios, e dos povos que os habitam, do velho jugo imperialista. Do regime unitário à federação!
Em terceiro lugar, nas federações do Ocidente a edificação da vida estatal é dirigida pela burguesia imperialista. Não é de admirar que a "unificação" não se tenha podido realizar sem violências. Aqui na Rússia, ao contrário, a edificação política é dirigida pelo proletariado, inimigo jurado do imperialismo. esse motivo, tia Rússia se pode e se deve instaurar o regime federativo, na base da livre união dos povos.
Essa é a diferença essencial entre a federação na Rússia e as federações no Ocidente.
Os Princípios da Edificação da Federação da Rússia
Disso resulta claramente — continua o camarada Stálin — que a Federação da Rússia não é a união de simples cidades independentes (como acreditam os caricaturistas da imprensa burguesa), ou, de um modo geral, de regiões (como imaginam alguns camaradas nossos), mas a união de determinados territórios historicamente distintos, que se diferenciam tanto por seus costumes particulares quanto por sua composição nacional. Não é a posição geográfica desta ou daquela região o que pesa, nem tampouco que algumas regiões sejam separadas do centro por extensões d’água (Turquestão), cadeias de montanhas (Sibéria) ou estepes (ainda o Turquestão). Esse federalismo geográfico propagado por Látsis nada tem de comum com o federalismo anunciado pelo Congresso dos Soviets. A Polônia e a Ucrânia não estão separadas do centro por nenhuma cadeia de montanhas ou extensão d’água, mas a ocorre sustentar que a falta de tais elementos geográficos exclua aquelas regiões do direito à livre autodeterminação.
Por outro lado, é fora de dúvida — diz o camarada Stálin — que tampouco o federalismo original dos regionalistas de Moscou, os quais se esforçam para unificar artificialmente em torno de Moscou quatorze províncias, nada tem de comum com a conhecida resolução do III Congresso dos Soviets sobre a federação. Não há dúvida de que a zona têxtil central, compreendendo apenas algumas províncias, é uma unidade econômica coesa e que, como tal, terá um organismo administrativo regional, na qualidade de seção autônoma do Conselho Supremo da Economia Nacional. Mas, o possa haver de comum entre a atrasada Kaluga e a industrial Ivánovo-Voznessensk e qual o critério que segue o atual Conselho Regional dos Comissários do Povo para "unificá-las", é coisa que não se consegue compreender.
Composição da República Federativa da Rússia
Evidentemente não é qualquer fração ou unidade, nem qualquer território geográfico, que deve e pode fazer parte de uma federação, mas somente determinadas regiões, que reúnam naturalmente particularidades de costumes, uma composição étnica própria e um mínimo de coesão econômica em seus territórios. Assim a Polônia, a Ucrânia, a Finlândia, a Criméia, a Transcaucásia (não se exclui, além disso, a possibilidade de que a Transcaucásia se divida numa série de determinadas unidades territoriais nacionais, como a georgiana, a armênia, a azerbaidjano-tártara, etc.), o Turquestão, a região quirguiz, o território tártaro-bachkírio, a Sibéria, etc.
Direitos das Regiões FederadasDireitos das Minorias Nacionais
Os limites dos direitos dessas regiões federadas serão elaborados, de maneira concreta, no curso da edificação da Federação Soviética em seu conjunto; todavia, é possível estabelecer desde já, a traços largos, esses direitos. O exército e a marinha de guerra, os negócios estrangeiros, as estradas de ferro, os correios e telégrafos, o sistema monetário, os tratados comerciais, a política geral econômica, financeira e bancária, tudo isto necessariamente deverá ser da competência do Conselho Central dos Comissários do Povo. Todas as outras questões, e, antes de mais nada, as formas de aplicação dos decretos gerais, a escola, o processo judiciário, a administração, etc., serão da competência dos Conselhos Regionais dos Comissários do Povo. Nenhuma língua "oficial" obrigatória, nem no processo judiciário, nem na escola! Cada região escolherá a língua ou as línguas correspondentes à composição de sua população; além disso, respeitará a completa igualdade de direitos no uso das línguas, tanto das minorias como das maiorias, em todas as disposições administrativas e políticas.
Estrutura do Poder Central
A estrutura do Poder central, as modalidades de sua constituição, são determinadas pelas peculiaridades da Federação da Rússia. Na América e na Suíça o federalismo levou à pratica um sistema bicameral: de um lado, um parlamento eleito segundo o princípio do sufrágio universal, de outro lado um conselho federal constituído dos estados ou dos cantões. Esse é o sistema bicameral que na realidade conduz ao conhecido burocratismo legislativo burguês. Não é necessário dizer que as massas trabalhadoras da Rússia não aceitariam esse sistema bicameral. Nem falemos sequer da completa incompatibilidade desse sistema com as exigências elementares do socialismo.
Parece-nos — continua o camarada Stálin — que o órgão supremo do Poder da Federação da Rússia deve ser o Congresso dos Soviets, eleito por todas as massas trabalhadoras da Rússia, ou então o Comitê Executivo Central que o substitui. Será preciso, ao mesmo tempo, abandonar para sempre o preconceito burguês da infalibilidade do "princípio" do sufrágio universal. O direito de voto será, ou deverá ser, concedido só àquelas camadas da população que são exploradas ou que, de qualquer modo, não exploram o trabalho alheio. Este é o resultado natural da situação criada pela ditadura do proletariado e das massas camponesas pobres.
O Órgão Executivo do Poder
No que se refere ao órgão executivo do Poder da Federação da Rússia, isto é, o Conselho Central dos Comissários do Povo, este será eleito pelos congressos dos soviets entre os candidatos apresentados, acreditamos., pelo centro e regiões federadas. Assim, entre o Comitê Executivo Central e o Conselho dos Comissários do Povo não haverá nem deverá haver a chamada segunda câmara. Sem dúvida, a prática poderá e deverá elaborar outras formas mais elásticas e adequadas ao objetiva de harmonizar os interesses das regiões e do centro na obra de edificação do Poder. Mas uma coisa é certa: qualquer que seja a forma que a prática elabore, essa forma não fará ressuscitar o sistema bicameral superado e sepultado pela nossa revolução.
Função Transitória do Federalismo
Tais são, a meu ver, — continua o nosso interlocutor, — os traços gerais da Federação da Rússia, que se vai formando sob os nossos olhos. Muitos são inclinados a considerar o regime federativo como o mais estável e sem dúvida como o ideal, e em confirmação dessa tese citam freqüentemente o exemplo da América, do Canadá e da Suíça. Todavia, o entusiasmo exagerado pelo federalismo não é justificado pela história. Em primeiro lugar, tanto a América, como a Suíça, não são mais federações, foram-no entre 1860 e 1870; na realidade transformaram-se em Estados unitários desde o fim do século passado, quando os estados e cantões transferiram todo o Poder ao governo federativo central.
A história mostrou que o federalismo da América e da Suíça não constituiu senão uma fase transitória que preparou a passagem da independência dos estados e cantões para a sua completa unificação. O federalismo mostrou ser uma forma plenamente adequada ao objetivo. uma fase transitória que preparava a passagem da independência ao unitarismo imperialista, mas foi superado e abandonado logo que atingiram a maturidade as condições necessárias para a unificação dos estados e dos cantões num único Estado unitário.
O Processo de Edificação Política da Federação da Rússia.O Federalismo na Rússia, Fase Transitória que Prepara o Regime Unitário Socialista
Na Rússia a edificação política segue um processo inverso. Aqui, o unitarismo forçado tzarista é substituído por um federalismo voluntário, para que, com o correr do tempo, o federalismo ceda lugar a uma voluntária e fraternal união das massas trabalhadoras de todas as nações e de todas as comunidades da Rússia. O federalismo na Rússia — disse o camarada Stálin terminando a sua entrevista — está destinado a ter, como na América e na Suíça, uma função transitória, a qual prepara o futuro regime unitário socialista.
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Notas de fim de tomo:
[N12] A Guerra de Secessão americana (1861-1865) estourou quando sete estados dissidentes do Sul separaram-se da União e proclamaram-se "Estados Confederados da América". A vitória do Norte assinalou o início da unificação nacional de todos os estados americanos sob um governo federal central. (retornar ao texto)
[N13] O Sonderbund, união reacionária dos sete cantões católicos da Suíça fundada em 1845, apoiava o fracionamento político do país. Em 1847, estalou um conflito armado entre o Sonderbund e os outros cantões da Suíça que eram favoráveis a uma centralização do Poder. A guerra terminou pela derrota do Sonderbund e a transformação da Suíça, de federação de Estados, num único Estado federal. (retornar ao texto)
quinta-feira, 4 de março de 2010
A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DAS MULHERES NO SOCIALISMO
A importância da organização das mulheres
Enviado para Especial, Marxismo Enviado em 01-03-2010
Tags:Clara Zetkin, feminismo, Lênin, Marxismo, Mulher
0 -->“De nossas concepções ideológicas se desprendem como conseqüência medidas de organização. Nada de organizações especiais de mulheres comunistas! A comunista é tão militante do Partido como é o comunista, com as mesmas obrigações e direitos. Nisto não pode haver nenhuma divergência. Entretanto não devemos fechar os olhos perante os fatos. O Partido deve contar com os órgãos – grupos de trabalho, comissões, seções, ou como se decida denominá-los – cuja tarefa principal consista em despertar as amplas massas femininas, vinculadas ao Partido, sobre a sua influência. Para isto é necessário, sem dúvida, que desenvolvamos plenamente, um trabalho sistemático entre essas massas femininas. Devemos educar as mulheres que tenhamos conseguido tirar da passividade, devemos recrutá-las e armá-las para a luta de classes proletária sob a direção do Partido Comunista. Não só me refiro às proletárias que trabalham na fábrica ou se afanam no lar, como também às camponesas e às mulheres das distintas camadas da pequena-burguesia. Elas também são vítimas do capitalismo e desde a guerra são mais que nunca. Psicologia apolítica, não social, atrasada dessas massas femininas; estreiteza de seu campo de atividade, todo seu modo de vida: estes são os fatos. Não prestar atenção a isto seria inconcebível, completamente inconcebível. Necessitamos de métodos especiais de agitação e formas especiais de organização. Não se trata de uma defesa burguesa dos “direitos da mulher”, e sim, dos interesses práticos da revolução”. (Lênin)
Disse a Lênin que suas reflexões constituíam para mim um apoio valioso. Muitos camaradas, muitos bons camaradas se opunham de maneira mais decidida a que o Partido criasse órgãos especiais para um trabalho metódico entre as amplas massas femininas. Chamavam a isto retorno às tradições social-democratas, à célebre “emancipação da mulher”. Tratavam de demonstrar que os partidos comunistas, ao reconhecerem por princípio e plenamente a igualdade de direitos da mulher, devem desenvolver seu trabalho entre as massas de trabalhadores sem diferença de qualquer espécie. A maneira de trabalhar entre as mulheres deve ser a mesma que entre os homens. Todo intento de considerar na agitação e na organização as circunstâncias indicadas por Lênin é considerada pelos defensores da opinião oposta: oportunismo, traição e uma renúncia aos princípios.
Clara lutou por uma sociedade sem classes e sem machismo
-“Isto não é novo nem serve de modo algum como prova- replicou Lênin- não se deixe confundir. Por que em nenhuma nação, nem na Rússia Soviética, militam no Partido tantas mulheres quantos são os homens? Por que o número de mulheres operárias organizadas nos sindicatos é tão pequeno? Estes fatos nos obrigam a refletir. Negar a necessidade de órgãos especiais para nosso trabalho entre as extensas massas femininas é uma das manifestações muito de princípio e muito radical de nossos “queridos amigos” do Partido Operário Comunista. Segundo eles, deve existir uma só forma de organização: a união operária. Já sei. Muitas cabeças de mentalidade revolucionaria, porém embaralhadas, se remetem aos princípios e não vêem a realidade, isto é quando a inteligência se nega a apreciar os fatos concretos aos quais se deve prestar atenção. Como fazem frente, estes mantenedores da “pureza de princípios”, às necessidades que nos impõe o desenvolvimento histórico em nossa política revolucionária? Todas essas defesas vêm abaixo ante uma necessidade inexorável: sem milhões de mulheres não podemos levar a cabo a construção comunista. Devemos encontrar o caminho que nos conduz até elas, devemos estudar muitos métodos para encontrá-lo”.
“Por isto é totalmente justo que apresentemos reivindicações em favor da mulher. Isto não é um programa mínimo, não é um programa de reformas no espírito social-democrata, no espírito da II Internacional. Isto não é o reconhecimento de que acreditamos na eternidade ou ao menos na existência prolongada da burguesia e de seu Estado. Tampouco é nossa intenção apaziguar as massas femininas com reformas e desviá-las da luta revolucionária. Isto nada tem em comum com as superstições reformistas. Nossas reivindicações existem na prática, pela tremenda miséria e pelas vergonhosas humilhações que sofre a mulher, débil e desamparada em um regime burguês. Com isto testemunhamos que conhecemos essas necessidades, que compreendemos a opressão da mulher, que compreendemos a situação privilegiada do homem e odiamos. – Sim, odiamos e queremos eliminar tudo que oprime e atormenta a operária, a mulher do operário, a camponesa, a mulher do homem simples e inclusive, e em muitos aspectos, a mulher acomodada. Os direitos e as medidas sociais que exigimos da sociedade burguesa para a mulher, são uma prova de que compreendemos a situação e os interesses da mulher e de que na ditadura proletária a teremos em conta. Desde logo, não com adormecedoras medidas de tutela; não, claro que não, sim como revolucionários que chamam a mulher a trabalhar em pé de igualdade pela transformação da economia e da superestrutura ideológica.”
Assegurei a Lênin que compartilhava de seu ponto de vista, porém, que este ponto de vista encontraria, indubitavelmente, resistência. Mentes inseguras e medrosas o rechaçariam como “oportunismo perigoso”. Tampouco podemos negar que nossas reivindicações para as mulheres podem compreender-se e interpretar-se equivocadamente.
-“Que vamos fazer! – Lênin exclamou, algo irritado. Este perigo se estende a tudo que digamos e façamos. Se por temor a ele nos abstivermos de atos convenientes e necessários, poderemos converter-os em índios místicos contemplativos. Nada de mover-se, nada de mover-se, senão caímos da altura de nossos princípios! Em nosso caso, não se trata simplesmente de que exijamos isto e sim de como fazemos isto. Eu acredito que sublinhei com bastante clareza, isto. Como é lógico, em nossa propaganda não devemos ficar na posição de rezar um rosário de nossas reivindicações para as mulheres. Não, dependendo das condições existentes, devemos lutar ou por uma das reivindicações ou por outra, lutar de verdade, sempre em relação aos interesses gerais do proletariado”.
“Como é lógico, cada combate nos põe em contradição com a honorável camarilha burguesa e seus não menos honoráveis lacaios reformistas. Isto obriga estes últimos a lutar ao nosso lado, sob nossa direção – coisa que não querem – ou a tirar a máscara. Portanto, a luta faz com que nos destaquemos e mostra claramente nosso perfil comunista. A luta provoca a confiança das amplas massas femininas, que se sentem exploradas, escravizadas, esgotadas pelo domínio do homem, pelo poder dos patrões e por toda sociedade burguesa em seu conjunto. As trabalhadoras, traídas e abandonadas por todos, começam a entender que devem lutar junto conosco. Devemos ainda persuadir-nos uns aos outros que a luta pelos direitos da mulher tem de vincular-se com o objetivo fundamental: com a conquista do Poder e a instauração da ditadura do proletariado. Isto é para nós, nos momentos atuais e nos que se seguirão, o alfa e o ômega. Isto é evidente, completamente evidente. Porém as amplas massas femininas, trabalhadoras, não sentirão desejo irresistível de compartilhar conosco a luta pelo Poder do Estado, se sempre apregoamos somente esta reivindicação, ainda que seja com as trombetas de Jericó! Não, não! Também devemos vincular politicamente, na consciência das massas femininas, no chamamento, com os sofrimentos, as necessidades e os desejos das trabalhadoras. Estas devem saber que a ditadura proletária significa a plena igualdade de direitos com o homem, tanto perante a lei, como na prática, na família, no Estado e na sociedade, assim como também a derrubada do poder da burguesia.”
- A Rússia Soviética está demonstrando isto, exclamei! E nos servirá de grande exemplo!
Lênin prosseguiu:
-“A Rússia Soviética levanta nossas reivindicações para as mulheres sob um novo aspecto. Na ditadura do proletariado, estas reivindicações já não são objeto de luta entre o proletariado e a burguesia, e sim, são tijolos para a construção da sociedade comunista. Isto mostra às mulheres estrangeiras a importância decisiva da conquista do Poder pelo proletariado. A diferença entre sua situação aqui e lá, deve ser estabelecida com precisão, para que vocês possam contar com as massas femininas na luta revolucionária de classes do proletariado. Saber mobilizá-las com uma clara compreensão dos princípios e sob uma firme base organizativa, é uma questão da qual dependem a vida e a vitória do Partido Comunista. Porém, não devemos enganar-nos. Em nossas seções nacionais não existe ainda uma compreensão cabal deste problema. Nossas seções nacionais mantêm uma atitude passiva e expectante perante a tarefa de criar, sob a direção comunista, um movimento de massas das trabalhadoras. Não compreendem que liberar esse movimento de massas e dirigi-lo constitui uma parte importante de toda a atividade do partido, inclusive a metade do trabalho geral no Partido. Às vezes, o reconhecimento da necessidade e do valor de um potente movimento feminino comunista, que tenha diante de si um objetivo claro, é um reconhecimento platônico da palavra e não uma preocupação e um dever constante do Partido.”
A agitação e a propaganda entre as mulheres
“Nossas seções nacionais recebem o trabalho de agitação e propaganda entre as massas femininas, seu despertar e sua radicalização revolucionária, como algo secundário como uma tarefa que só afeta as mulheres comunistas. Às comunistas incomoda que este trabalho não avance com a devida rapidez e energia. Isto é injusto, totalmente injusto! É uma verdadeira igualdade de direitos ao avesso, “á la rebours”, como dizem os franceses. Em que se baseia esta posição errada de nossas seções nacionais? Não falo da Rússia Soviética. Definitivamente, isto é somente uma subestimação da mulher e de seu trabalho. Precisamente isto. Desgraçadamente ainda se pode dizer de muitos de nossos camaradas: “Escave um comunista e encontrará um filisteu”. Como é natural devemos escavar em um ponto sensível: em sua psicologia em relação à mulher. Existe prova mais consistente que os homens assistam com calma como a mulher se desgasta no trabalho doméstico, um trabalho miúdo, monótono, esgotante, que lhe absorve o tempo e as energias; como estreitam seus horizontes, se nubla sua inteligência, se debilita o bater de seus corações e decai a vontade? Não estou aludindo, naturalmente às damas burguesas que encomendam todos os seus afazeres domésticos, incluindo o cuidado dos filhos, a pessoas assalariadas. Tudo o que digo se refere à imensa maioria das mulheres, entre elas as mulheres dos operários, ainda que passem todo o dia na fábrica e ganhem seu salário”.
“São muitos poucos os maridos, inclusive entre os proletários que pensam no muito que poderiam aliviar o peso e as preocupações da mulher e até suprimi-los por completo, se quisessem ajudar no “ trabalho da mulher”. Não fazem por considerar isto em contradição com o “direito e a dignidade do marido”. Este exige descanso e comodidade. A vida continua substituindo de maneira encoberta. Sua escrava vinga-se dele objetivamente, por esta situação e também de maneira velada: o atraso da mulher, sua incompreensão dos ideais revolucionários do marido, debilitam o entusiasmo deste e sua decisão de luta. Estes são os pequeninos vermes que corroem e minam as energias de modo imperceptíveis e lento, porém seguro. Conheço a vida dos operários não somente pelos livros. Nosso trabalho comunista entre as massas femininas precisa ser compreendido por uma parte cada vez mais considerável dos homens. Devemos extirpar, até as últimas e mais ínfimas raízes, o velho ponto de vista próprio dos tempos da escravidão. Devemos fazê-lo tanto no Partido como entre as massas. Isto se relaciona tanto com nossas tarefas políticas como à imperiosa necessidade de formar um núcleo de camaradas – homens e mulheres – que conte com uma séria preparação, teórica e prática para realizar e impulsionar o trabalho do Partido entre as trabalhadoras.”, concluiu Lênin.
(Fonte: livro Recordações de Lênin, de Clara Zetzin))
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
INVASÕES DOS EUA, O IMPÉRIO DO MAL, NO MUNDO
INVASÕES DOS EUA NO MUNDO Aqui não estão citadas as bases militares no Japão, Alemanha, ColômbiaCuba e vários outros paises do mundo. Não foi dito sobre a preparação e execução dos sangrentos golpes militares no Chile, Brasil, Argentina, Uruguai e outros países. Não fala sobre o assassinato de Che Guevara pelos boinas verdes na Bolívia, etc.etc.etc.etc.Os estadunidenses não tem autoridade moral nenhuma para falar em democracia ou criticar os direitos humanos em qualquer parte do mundo.Ainda, hoje, em pleno século XXI estão massacrando criminosamente mulheres, velhos e crianças no Iraque e Afganistão, para se apossarem do petróleo.Ainda por cima, agraciam o serviçal Obama com o prêmio nobre da paz.É muito deboche e falta de respeito para com a humanidade
Blasco Miranda de ourofino
Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):Entre as várias
INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas 1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.
1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldesNacionalistas.
1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operáriosNegros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.
1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.
1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas -
27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipina11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.
1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerraHispano-americana.
1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.
1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.
1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua. 1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses mericanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de ombaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.
1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por F. Marti.
1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.
1946 - IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.
1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.
1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce. 1
951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governopró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.
1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense- britânica, a retirar-se do canal.
1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exércitodo Vietnã do Sul e entram num conflito traumático,que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.
1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.
1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de
1916 a 1924. 1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.
1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.
1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.
1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.
1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo AiatoláKhomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois doseqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*
1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para osamericanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras
1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano najustificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas decocaína.
1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando aevacuação de estrangeiros durante guerra civil.
1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes)que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.
1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropasdo general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropasamericanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder aopresidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.
1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.
1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros. 2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").
2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundointeiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no territórioiraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca. Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles).
Blasco Miranda de ourofino
Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):Entre as várias
INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas 1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.
1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldesNacionalistas.
1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operáriosNegros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.
1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.
1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas -
27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipina11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.
1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerraHispano-americana.
1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.
1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.
1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua. 1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses mericanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de ombaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.
1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por F. Marti.
1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.
1946 - IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.
1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.
1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce. 1
951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governopró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.
1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense- britânica, a retirar-se do canal.
1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exércitodo Vietnã do Sul e entram num conflito traumático,que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.
1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.
1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de
1916 a 1924. 1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.
1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.
1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.
1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.
1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo AiatoláKhomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois doseqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*
1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para osamericanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras
1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano najustificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas decocaína.
1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando aevacuação de estrangeiros durante guerra civil.
1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes)que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.
1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropasdo general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropasamericanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder aopresidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.
1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.
1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros. 2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").
2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundointeiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no territórioiraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca. Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles).
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
MURO DA VERGONHA
Tanta propaganda em torno da queda do muro de Berlin, mas nada se fala sobre o MURO DA VERGONHA que separa os EUA do México. Midiazinha canalha. No muro de Berlin morreram 233 pessoas e no MURO DA VERGONHA até agora morreram 5 mil e seiscentos.
Muro de Berlim: 223 mortos.Muro que separa os EUA do México: 5,6 mil mortos
No aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, o mundo convive com uma série de barreiras que servem para conter a livre circulação de pessoas. O muro que divide a Cisjordânia de Israel e o que impede a passagem de imigrantes mexicanos para os Estados Unidos são os mais conhecidos, mas há outros. O exemplo mais recente vem da Eslováquia. Em outubro, uma muralha de 150 metros de comprimento e dois de altura foi erguida na cidade de Ostrovany, uma comunidade rural no nordeste do país, com o intuito de isolar um acampamento de ciganos.
A ação, aprovada em 2008 pelas autoridades locais e colocada em prática na última semana, é o último capítulo da crescente tensão entre os habitantes da localidade e os ciganos. Os habitantes de Ostrovany os acusam de roubar frutas dos jardins privados. Episódios violentos foram registrados, como a morte de um fazendeiro por membros da comunidade cigana e manifestações de grupos de extrema-direita para qualificar o que chamam de “terror cigano”.
O prefeito de Ostrovany, Cyril Revákl, afirmou ao diário eslovaco SME que a medida não é racista. “Sei que há muita gente decente vivendo entre os ciganos, mas ninguém deve passar pelo inferno diário de enfrentamentos”.Já a secretaria que representa a comunidade cigana anunciou que investigará a construção do muro. O responsável, Ludovít Galbavý, classificou a construção como “discriminatória”.
Israel e Palestina Um dos mais emblemáticos e polêmicos muros atuais é o que separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Uma pequena parte dele (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.
A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com a justificativa de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional a declarou ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinas e isola cerca de 450 mil pessoas.De acordo com dados de abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir. Veja o mapa atual.
Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinos derrubaram na sexta-feira (6) uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelenses com bombas de gás lacrimogêneo (foto abaixo). “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.
Para o analista israelense Michael Warschawski, diretor do Centro de Informação Alternativa, o muro tem um impacto duplo: “Primeiro, porque condena os palestinos a viverem em um gueto forçado. Segundo, porque reflete a política distorcida de isolamento de Israel, que prefere resolver seus problemas pela separação.”
De acordo com Warschawski, a ineficácia da construção, que chega a dividir cidades inteiras, é comprovada. “O muro não interrompe completamente a circulação de pessoas. Para cruzar os territórios, existem alternativas”.
EUA e México Com o propósito de impedir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos, os Estados Unidos ergueram um muro de 3.141 quilômetros na fronteira, que abrange os estados do Texas, Califórnia, Novo México e Arizona.
Desde 1994, quando a muralha começou a ser construída na gestão do ex-presidente Bill Clinton, mais de 5,6 mil pessoas morreram tentando atravessar para o lado norte-americano, segundo um relatório do escritório de contabilidade da Casa Branca (GAO, na sigla em inglês). Além disso, as causas das mortes mudaram. Antes eram provocadas por acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora, acontecem por hipotermia no deserto ou afogamentos no rio Grande.
O documento também apontou que os custos são igualmente altos. Cada vez que surge um buraco, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México deverá custar 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.
“É um desperdício de recursos e criatividade”, avaliou Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês), à agência EFE. “Nosso dinheiro pago em impostos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”.
Neste site, é possível acompanhar pequenas histórias de imigração ao longo da fronteira. Neste filme, os diretores mostram o trabalho do grupo Beta na cidade de Nogales (foto abaixo), que busca convencer os mexicanos a não cruzarem para o lado norte-americano.
Brasil O Rio de Janeiro também tem seu muro, construído com o argumento de evitar que construções precárias em favelas destruam trechos da vegetação da Mata Atlântica. No entanto, ONGs e movimentos sociais alegam ser na verdade uma forma de separar as partes mais ricas da sociedade das mais humildes.
"Não há discriminação. Pelo contrário, nós estamos construindo casas para eles em todos os lugares e melhorando suas vidas", disse Tania Lazzoli, porta-voz da Secretaria de Obras Públicas do governo.
Em março, o escritor português José Saramago criticou a ação em seu blog: “Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o Muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral”.
No morro Santa Marta, já foram construídos mais de 600 metros de muro, enquanto na Rocinha o governo concordou em limitá-lo às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.
Fonte: Opera Mundi.
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Muro de Berlim: 223 mortos.Muro que separa os EUA do México: 5,6 mil mortos
No aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, o mundo convive com uma série de barreiras que servem para conter a livre circulação de pessoas. O muro que divide a Cisjordânia de Israel e o que impede a passagem de imigrantes mexicanos para os Estados Unidos são os mais conhecidos, mas há outros. O exemplo mais recente vem da Eslováquia. Em outubro, uma muralha de 150 metros de comprimento e dois de altura foi erguida na cidade de Ostrovany, uma comunidade rural no nordeste do país, com o intuito de isolar um acampamento de ciganos.
A ação, aprovada em 2008 pelas autoridades locais e colocada em prática na última semana, é o último capítulo da crescente tensão entre os habitantes da localidade e os ciganos. Os habitantes de Ostrovany os acusam de roubar frutas dos jardins privados. Episódios violentos foram registrados, como a morte de um fazendeiro por membros da comunidade cigana e manifestações de grupos de extrema-direita para qualificar o que chamam de “terror cigano”.
O prefeito de Ostrovany, Cyril Revákl, afirmou ao diário eslovaco SME que a medida não é racista. “Sei que há muita gente decente vivendo entre os ciganos, mas ninguém deve passar pelo inferno diário de enfrentamentos”.Já a secretaria que representa a comunidade cigana anunciou que investigará a construção do muro. O responsável, Ludovít Galbavý, classificou a construção como “discriminatória”.
Israel e Palestina Um dos mais emblemáticos e polêmicos muros atuais é o que separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Uma pequena parte dele (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.
A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, com a justificativa de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional a declarou ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinas e isola cerca de 450 mil pessoas.De acordo com dados de abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir. Veja o mapa atual.
Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinos derrubaram na sexta-feira (6) uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelenses com bombas de gás lacrimogêneo (foto abaixo). “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.
Para o analista israelense Michael Warschawski, diretor do Centro de Informação Alternativa, o muro tem um impacto duplo: “Primeiro, porque condena os palestinos a viverem em um gueto forçado. Segundo, porque reflete a política distorcida de isolamento de Israel, que prefere resolver seus problemas pela separação.”
De acordo com Warschawski, a ineficácia da construção, que chega a dividir cidades inteiras, é comprovada. “O muro não interrompe completamente a circulação de pessoas. Para cruzar os territórios, existem alternativas”.
EUA e México Com o propósito de impedir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos, os Estados Unidos ergueram um muro de 3.141 quilômetros na fronteira, que abrange os estados do Texas, Califórnia, Novo México e Arizona.
Desde 1994, quando a muralha começou a ser construída na gestão do ex-presidente Bill Clinton, mais de 5,6 mil pessoas morreram tentando atravessar para o lado norte-americano, segundo um relatório do escritório de contabilidade da Casa Branca (GAO, na sigla em inglês). Além disso, as causas das mortes mudaram. Antes eram provocadas por acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora, acontecem por hipotermia no deserto ou afogamentos no rio Grande.
O documento também apontou que os custos são igualmente altos. Cada vez que surge um buraco, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México deverá custar 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.
“É um desperdício de recursos e criatividade”, avaliou Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês), à agência EFE. “Nosso dinheiro pago em impostos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”.
Neste site, é possível acompanhar pequenas histórias de imigração ao longo da fronteira. Neste filme, os diretores mostram o trabalho do grupo Beta na cidade de Nogales (foto abaixo), que busca convencer os mexicanos a não cruzarem para o lado norte-americano.
Brasil O Rio de Janeiro também tem seu muro, construído com o argumento de evitar que construções precárias em favelas destruam trechos da vegetação da Mata Atlântica. No entanto, ONGs e movimentos sociais alegam ser na verdade uma forma de separar as partes mais ricas da sociedade das mais humildes.
"Não há discriminação. Pelo contrário, nós estamos construindo casas para eles em todos os lugares e melhorando suas vidas", disse Tania Lazzoli, porta-voz da Secretaria de Obras Públicas do governo.
Em março, o escritor português José Saramago criticou a ação em seu blog: “Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o Muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral”.
No morro Santa Marta, já foram construídos mais de 600 metros de muro, enquanto na Rocinha o governo concordou em limitá-lo às zonas com risco de deslizamento. O restante será transformado em sítios ecológicos e reservas naturais.
Fonte: Opera Mundi.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
BASES MILITARES ESTADUNIDENSSES NA COLOMBIA
Sr Senador
Porque os ilustres senadores nada dizem sobre a provocativa anexação militar da rica Colombia pelo Império do Mal? Ficam blasferando contra Hugo Chaves que teve e tem a coragem e patriotismo de enfrentar os perigosos estadounidenses, a troco de que? Já está na hora desse senado acostumado a andar de cócoras perante o LULA, que pelo menos não o façam ante o Império estadounidense. Pensem um pouco um Brasil grande e no perigo pra a Amazônia brasileira que as sete bases militares em Colombia representam. O brasileliro já está cansado de tanta subserviência e não é atoa que muito julgam completamente inútil a existência do atual dispendioso senado.
Atenciosamente
Blasco Miranda de Ourofino
Assunto: Bases militares dos EUA na América do Sul
ANEXAÇÃO DA COLOMBIA AOS ESTADOS UNIDOS
Por Fidel Castro Ruz - 6.11,2009
Agência Cubana de Notícias - www.cubanoticias.ain.cu
Qualquer pessoa medianamente informada compreende de imediato que o
adoçado "Acordo Complementar para a Cooperação e a Assistência Técnica
em Defesa e Segurança entre os governos da Colômbia e dos Estados
Unidos", assinado em 30 de outubro e publicado na tarde do dia 2 de
novembro equivale à anexação da Colômbia aos Estados Unidos.
O acordo põe em dificuldades a teóricos e políticos. Não é honesto
guardar silêncio agora e falar depois sobre soberania, democracia,
direitos humanos, liberdade de opinião e outras delicias, quando um
país é devorado pelo império com a mesma facilidade com que um lagarto
captura uma mosca. Trata-se do povo colombiano, abnegado, trabalhador
e lutador. Procurei no longo calhamaço uma justificação digerível e
não encontrei razão alguma.
Nas 48 páginas de 21 linhas, cinco são dedicadas a filosofar sobre os
antecedentes da vergonhosa absorção que torna a Colômbia em território
de ultramar. Todas se baseiam nos acordos assinados com os Estados
Unidos após o assassinato do prestigioso líder progressista Jorge
Eliécer Gaitán no dia 9 de abril de 1948 e a criação da Organização de
Estados Americanos em 30 de abril de 1948, discutida pelos Chanceleres
do hemisfério, reunidos em Bogotá sob a batuta dos Estados Unidos nos
dias trágicos em que a oligarquia colombiana truncou a vida daquele
dirigente e desatou a luta armada nesse país.
O Acordo de Assistência Militar entre a República da Colômbia e os
Estados Unidos, no mês de abril de 1952; o vinculado à "uma Missão do
Exército, uma Missão Naval e uma Missão Aérea das Forças Militares dos
Estados Unidos", assinado no dia 7 de outubro de 1974; a Convenção das
Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias
Psicotrópicas, de 1988; a Convenção das Nações Unidas contra a
Criminalidade Organizada Multinacional, de 2000; a Resolução 1373 do
Conselho de Segurança de 2001 e a Carta Democrática Interamericana; a
de Política de Defesa e Segurança Democrática, e outras que são
invocadas no referido documento. Nenhuma justifica transformar um país
de 1 141 748 quilômetros quadrados, situado no coração da América do
Sul, em uma base militar dos Estados Unidos. A Colômbia tem 1,6 vezes
o território de Texas, segundo Estado da União em extensão
territorial, arrebatado ao México, e que mais tarde serviu de base
para conquistar a sangue e fogo mais da metade desse irmão país.
Por outro lado, transcorreram já 59 anos desde que soldados
colombianos foram enviados até a longínqua Ásia para combaterem junto
às tropas ianques contra chineses e coreanos no outubro de 1950. O que
o império tenta agora é enviá-los a lutar contra seus irmãos
venezuelanos, equatorianos e outros povos bolivarianos e da ALBA para
destruir a Revolução Venezuelana, como tentaram fazer com a Revolução
Cubana no mês de abril de 1961.
Durante mais de um ano e meio, antes da invasão, o governo ianque
promoveu, armou e utilizou os bandos contra-revolucionários do
Escambray, como hoje utiliza os paramilitares colombianos contra a
Venezuela.
Quando o ataque de Bahia dos Porcos, os B-26 ianques tripulados por
mercenários que operaram desde a Nicarágua, seus aviões de combate
eram transportados para a zona das operações num porta-aviões e os
invasores de origem cubana que desembarcaram naquele ponto vinham
escoltados por navios de guerra e pela infantaria de marinha dos
Estados Unidos. Hoje seus meios de guerra e suas tropas estarão na
Colômbia não apenas como uma ameaça para a Venezuela senão para todos
os Estados da América Central e da América do Sul.
É verdadeiramente cínico proclamar que o infame acordo é uma
necessidade de combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo
internacional. Cuba tem demonstrado que não é preciso a presença de
tropas estrangeiras para evitar a cultura e o tráfico de drogas e para
manter a ordem interna, apesar de que os Estados Unidos, a potência
mais poderosa da terra, promoveu, financiou e armou durante dezenas de
anos as ações terroristas contra a Revolução Cubana.
A paz interna é uma prerrogativa elementar de cada Estado; a presença
de tropas ianques em qualquer país da América Latina visando esse
objetivo é uma descarada intervenção estrangeira em seus assuntos
internos, que inevitavelmente provocará a rejeição de sua população.
A leitura do documento demonstra que não apenas as bases aéreas
colombianas são postas nas mãos dos ianques, mas também os aeroportos
civis e no fim das contas, qualquer instalação útil a suas forças
armadas. O espaço radioelétrico fica também à disposição desse país
portador doutra cultura e de outros interesses que não têm nada a ver
com os da população colombiana.
As Forças Armadas norte-americanas gozarão de prerrogativas excepcionais.
Em qualquer parte de Colômbia os ocupantes podem cometer crimes contra
as famílias, os bens e as leis colombianas, sem ter que responder
perante as autoridades do país; a não poucos lugares levaram os
escândalos e as doenças, como o fizeram com a base militar de
Palmerola, nas Honduras. Em Cuba, quando visitavam a neocolônia,
sentaram-se escarranchados sobre o colo da estátua de José Martí no
Parque Central da capital. A limitação vinculada ao número total de
soldados pode ser alterada a pedido dos Estados Unidos, sem restrição
alguma. Os porta-aviões e navios de guerra que visitem as bases navais
concedidas terão quantos tripulantes precisarem, e podem ser milhares
em um só de seus grandes porta-aviões.
O Acordo será prorrogado por períodos sucessivos de 10 anos e ninguém
pode alterá-lo senão no fim de cada período, comunicando-o com um ano
de antecedência. O que farão os Estados Unidos se um governo como o de
Johnson, Nixon, Reagan, Bush pai ou Bush filho e outros semelhantes
recebesse a solicitação de abandonar Colômbia? Os ianques foram
capazes de derrocar dezenas de governos em nosso hemisfério. Quanto
duraria um governo na Colômbia se anunciasse tais propósitos?
Os políticos da América Latina têm agora perante si um delicado
problema: o dever elementar de explicar seus pontos de vista sobre o
documento de anexação. Compreendo que o que acontece neste instante
decisivo das Honduras ocupe a atenção dos meios de divulgação e dos
Ministros das relações Exteriores deste hemisfério, mas o gravíssimo e
transcendente problema que acontece na Colômbia não pode passar
inadvertido para os governos latino-americanos.
Não tenho a menor dúvida sobre a reação dos povos; sentirão o punhal
que se crava no mais profundo de seus sentimentos, especialmente no
profundo da Colômbia: eles opor-se-ão, jamais se resignarão a essa
infâmia!
O mundo encara hoje graves e urgentes problemas. A mudança climática
ameaça a toda a humanidade. Líderes da Europa quase imploram de
joelhos algum acordo em Copenhague que evite a catástrofe. Apresentam
como realidade que na Cúpula não se alcançará o objetivo de um
convênio que reduza drasticamente a emissão de gases estufa. Prometem
continuar a luta por consegui-lo antes de 2012; existe o risco real de
que não se possa conseguir antes que seja demasiado tarde.
Os países do Terceiro Mundo reclamam com razão dos mais desenvolvidos
e ricos centenas de milhares de milhões de dólares anuais para custear
as despesas da batalha climática.
Tem algum sentido que o governo dos Estados Unidos dedique tempo e
dinheiro na construção de bases militares na Colômbia para impor aos
nossos povos sua odiosa tirania? Por esse caminho, se um desastre
ameaça o mundo, um desastre maior e mais rápido ameaça o império e
tudo seria resultado do mesmo sistema de exploração e saqueio do
planeta.
Porque os ilustres senadores nada dizem sobre a provocativa anexação militar da rica Colombia pelo Império do Mal? Ficam blasferando contra Hugo Chaves que teve e tem a coragem e patriotismo de enfrentar os perigosos estadounidenses, a troco de que? Já está na hora desse senado acostumado a andar de cócoras perante o LULA, que pelo menos não o façam ante o Império estadounidense. Pensem um pouco um Brasil grande e no perigo pra a Amazônia brasileira que as sete bases militares em Colombia representam. O brasileliro já está cansado de tanta subserviência e não é atoa que muito julgam completamente inútil a existência do atual dispendioso senado.
Atenciosamente
Blasco Miranda de Ourofino
Assunto: Bases militares dos EUA na América do Sul
ANEXAÇÃO DA COLOMBIA AOS ESTADOS UNIDOS
Por Fidel Castro Ruz - 6.11,2009
Agência Cubana de Notícias - www.cubanoticias.ain.cu
Qualquer pessoa medianamente informada compreende de imediato que o
adoçado "Acordo Complementar para a Cooperação e a Assistência Técnica
em Defesa e Segurança entre os governos da Colômbia e dos Estados
Unidos", assinado em 30 de outubro e publicado na tarde do dia 2 de
novembro equivale à anexação da Colômbia aos Estados Unidos.
O acordo põe em dificuldades a teóricos e políticos. Não é honesto
guardar silêncio agora e falar depois sobre soberania, democracia,
direitos humanos, liberdade de opinião e outras delicias, quando um
país é devorado pelo império com a mesma facilidade com que um lagarto
captura uma mosca. Trata-se do povo colombiano, abnegado, trabalhador
e lutador. Procurei no longo calhamaço uma justificação digerível e
não encontrei razão alguma.
Nas 48 páginas de 21 linhas, cinco são dedicadas a filosofar sobre os
antecedentes da vergonhosa absorção que torna a Colômbia em território
de ultramar. Todas se baseiam nos acordos assinados com os Estados
Unidos após o assassinato do prestigioso líder progressista Jorge
Eliécer Gaitán no dia 9 de abril de 1948 e a criação da Organização de
Estados Americanos em 30 de abril de 1948, discutida pelos Chanceleres
do hemisfério, reunidos em Bogotá sob a batuta dos Estados Unidos nos
dias trágicos em que a oligarquia colombiana truncou a vida daquele
dirigente e desatou a luta armada nesse país.
O Acordo de Assistência Militar entre a República da Colômbia e os
Estados Unidos, no mês de abril de 1952; o vinculado à "uma Missão do
Exército, uma Missão Naval e uma Missão Aérea das Forças Militares dos
Estados Unidos", assinado no dia 7 de outubro de 1974; a Convenção das
Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias
Psicotrópicas, de 1988; a Convenção das Nações Unidas contra a
Criminalidade Organizada Multinacional, de 2000; a Resolução 1373 do
Conselho de Segurança de 2001 e a Carta Democrática Interamericana; a
de Política de Defesa e Segurança Democrática, e outras que são
invocadas no referido documento. Nenhuma justifica transformar um país
de 1 141 748 quilômetros quadrados, situado no coração da América do
Sul, em uma base militar dos Estados Unidos. A Colômbia tem 1,6 vezes
o território de Texas, segundo Estado da União em extensão
territorial, arrebatado ao México, e que mais tarde serviu de base
para conquistar a sangue e fogo mais da metade desse irmão país.
Por outro lado, transcorreram já 59 anos desde que soldados
colombianos foram enviados até a longínqua Ásia para combaterem junto
às tropas ianques contra chineses e coreanos no outubro de 1950. O que
o império tenta agora é enviá-los a lutar contra seus irmãos
venezuelanos, equatorianos e outros povos bolivarianos e da ALBA para
destruir a Revolução Venezuelana, como tentaram fazer com a Revolução
Cubana no mês de abril de 1961.
Durante mais de um ano e meio, antes da invasão, o governo ianque
promoveu, armou e utilizou os bandos contra-revolucionários do
Escambray, como hoje utiliza os paramilitares colombianos contra a
Venezuela.
Quando o ataque de Bahia dos Porcos, os B-26 ianques tripulados por
mercenários que operaram desde a Nicarágua, seus aviões de combate
eram transportados para a zona das operações num porta-aviões e os
invasores de origem cubana que desembarcaram naquele ponto vinham
escoltados por navios de guerra e pela infantaria de marinha dos
Estados Unidos. Hoje seus meios de guerra e suas tropas estarão na
Colômbia não apenas como uma ameaça para a Venezuela senão para todos
os Estados da América Central e da América do Sul.
É verdadeiramente cínico proclamar que o infame acordo é uma
necessidade de combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo
internacional. Cuba tem demonstrado que não é preciso a presença de
tropas estrangeiras para evitar a cultura e o tráfico de drogas e para
manter a ordem interna, apesar de que os Estados Unidos, a potência
mais poderosa da terra, promoveu, financiou e armou durante dezenas de
anos as ações terroristas contra a Revolução Cubana.
A paz interna é uma prerrogativa elementar de cada Estado; a presença
de tropas ianques em qualquer país da América Latina visando esse
objetivo é uma descarada intervenção estrangeira em seus assuntos
internos, que inevitavelmente provocará a rejeição de sua população.
A leitura do documento demonstra que não apenas as bases aéreas
colombianas são postas nas mãos dos ianques, mas também os aeroportos
civis e no fim das contas, qualquer instalação útil a suas forças
armadas. O espaço radioelétrico fica também à disposição desse país
portador doutra cultura e de outros interesses que não têm nada a ver
com os da população colombiana.
As Forças Armadas norte-americanas gozarão de prerrogativas excepcionais.
Em qualquer parte de Colômbia os ocupantes podem cometer crimes contra
as famílias, os bens e as leis colombianas, sem ter que responder
perante as autoridades do país; a não poucos lugares levaram os
escândalos e as doenças, como o fizeram com a base militar de
Palmerola, nas Honduras. Em Cuba, quando visitavam a neocolônia,
sentaram-se escarranchados sobre o colo da estátua de José Martí no
Parque Central da capital. A limitação vinculada ao número total de
soldados pode ser alterada a pedido dos Estados Unidos, sem restrição
alguma. Os porta-aviões e navios de guerra que visitem as bases navais
concedidas terão quantos tripulantes precisarem, e podem ser milhares
em um só de seus grandes porta-aviões.
O Acordo será prorrogado por períodos sucessivos de 10 anos e ninguém
pode alterá-lo senão no fim de cada período, comunicando-o com um ano
de antecedência. O que farão os Estados Unidos se um governo como o de
Johnson, Nixon, Reagan, Bush pai ou Bush filho e outros semelhantes
recebesse a solicitação de abandonar Colômbia? Os ianques foram
capazes de derrocar dezenas de governos em nosso hemisfério. Quanto
duraria um governo na Colômbia se anunciasse tais propósitos?
Os políticos da América Latina têm agora perante si um delicado
problema: o dever elementar de explicar seus pontos de vista sobre o
documento de anexação. Compreendo que o que acontece neste instante
decisivo das Honduras ocupe a atenção dos meios de divulgação e dos
Ministros das relações Exteriores deste hemisfério, mas o gravíssimo e
transcendente problema que acontece na Colômbia não pode passar
inadvertido para os governos latino-americanos.
Não tenho a menor dúvida sobre a reação dos povos; sentirão o punhal
que se crava no mais profundo de seus sentimentos, especialmente no
profundo da Colômbia: eles opor-se-ão, jamais se resignarão a essa
infâmia!
O mundo encara hoje graves e urgentes problemas. A mudança climática
ameaça a toda a humanidade. Líderes da Europa quase imploram de
joelhos algum acordo em Copenhague que evite a catástrofe. Apresentam
como realidade que na Cúpula não se alcançará o objetivo de um
convênio que reduza drasticamente a emissão de gases estufa. Prometem
continuar a luta por consegui-lo antes de 2012; existe o risco real de
que não se possa conseguir antes que seja demasiado tarde.
Os países do Terceiro Mundo reclamam com razão dos mais desenvolvidos
e ricos centenas de milhares de milhões de dólares anuais para custear
as despesas da batalha climática.
Tem algum sentido que o governo dos Estados Unidos dedique tempo e
dinheiro na construção de bases militares na Colômbia para impor aos
nossos povos sua odiosa tirania? Por esse caminho, se um desastre
ameaça o mundo, um desastre maior e mais rápido ameaça o império e
tudo seria resultado do mesmo sistema de exploração e saqueio do
planeta.
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