Brasil: Território livre para os transgênicos?
A investida do agronegócio na região amazônica provocando desmatamento e, colocando a floresta no chão revela apenas uma parcela de sua cobiça. Os seus tentáculos se estendem à disputa para transformar o território brasileiro em área livre para o plantio dos transgênicos. O agronegócio aliado às empresas de biotecnologia já conseguiram a liberação para o plantio da soja e algodão transgênico e agora investem pesado para a liberação do milho transgênico. Até o momento, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou sementes transgênicas de milho produzidas pela Bayer (tolerante à herbicida), Monsanto (resistente a insetos) e Syngenta (resistente a insetos). Há recursos no conselho contra a aprovação das duas primeiras. Para desbloquear os recursos e liberar de vez o plantio, o ministro da Agricultura Stephanes e, o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende são os principais aliados das multinacionais.A luta contra os transgênicos trata-se de uma batalha que vem sendo travada há anos no País e lentamente vai sendo ganha pelo agronegócio apesar da resistência do movimento social e ambientalista. Na semana um novo round se deu em torno do milho transgênico. Dividido, o Conselho Nacional de Biossegurança adiou a votação sobre a liberação comercial das duas espécies de milho transgênico – da Bayer e da Monsanto - já aprovadas pela (CTNBio) no ano passado. O resultado deu empate 5 votos favoráveis e 5 contrários. O desempate seria da Casa Civil que solicitou adiamento da decisão. O resultado pegou de surpresa setores favoráveis à liberação dos transgênicos que, antes da reunião, davam como certa a vitória. O relator do processo, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já havia dito ser favorável à liberação das duas espécies de milho. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende - um defensor público da liberação comercial de sementes transgênicas -, também apostava que os argumentos pró-organismos geneticamente modificados sairiam vencedores. Integrantes de organizações não-governamentais, por sua vez, comemoraram o desfecho. “Foi um alento. Esperamos agora que questões de segurança, tanto para saúde humana como ambiental, sejam de fato analisadas nas próximas reuniões. Um assunto como esse não pode ser decidido às pressas, sem análise detalhada dos riscos existentes”, afirmou a advogada do movimento Amigos da Terra, Maria Rita Reis. Porém, trata-se de uma vitória parcial. A estratégia do agronegócio é formulada pelo ministro da Agricultura Reinhold Stephanes ao dizer que o milho vai pelo mesmo caminho das variedades de soja e algodão geneticamente modificadas cuja comercialização é autorizada do país: “elas foram liberadas apenas depois de constatado o cultivo ilegal”. A ‘senha’ do ministro é clara, ‘plante-se ilegalmente que depois o governo aprova’.O ministro Sérgio Rezende da Ciência e Tecnologia reconhece a existência de plantio ilegal de milho transgênico em larga escala. "Isso está acontecendo principalmente no Sul e no Centro-Oeste, já existem plantações com sementes contrabandeadas". O ministro atribuí as resistências aos transgênicos no país a uma combinação de "desinformação e sentimento religioso". Já o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, alega ter razões objetivas para se opor à liberação de variedades de milho. "O risco de contaminação de lavoura tradicionais seria razoável, a distância determinada entre culturas é insuficiente e a CTNBio não considerou a possibilidade de contaminação nas etapas de transporte e armazenamento", disse.No Paraná, estado que proíbe o plantio de transgênicos, 48% da área de soja já é transgênica segundo a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná). O plantio crescente de transgênicos enche os cofres da Monsanto. Os seus lucros estão aumentando aceleradamente. Agricultores do mundo inteiro, principalmente dos Estados Unidos, Argentina e Brasil, estão plantando mais sementes da Monsanto. Os rendimentos da empresa no primeiro trimestre quase triplicaram, indo de US$ 90 milhões para US$ 256 milhões, graças em parte aos fortes resultados da temporada de plantio dos mercados latino-americanos. As vendas nesse período subiram 36%, chegando a US$ 2,1 bilhões. Numa videoconferência no início do ano, o diretor-presidente da Monsanto, Hugh Grant, disse que “a necessidade por grandes plantações em fileiras (milho, soja e trigo) é a maior de todos os tempos”. O mercado do continente sul-americano hegemonizado pela Monsanto fez com que a mesma desdenhasse a proibição do milho transgênico na França. A multinacional americana negando-se a comentar a decisão francesa, destacou que o “seu eixo de desenvolvimento é o Brasil. A Europa é somente uma gota de água”.Enquanto cresce a produção de transgênicos, os primeiros produtos com selo transgênico chegam às prateleiras brasileiras quase cinco anos após a publicação do decreto federal que exige a identificação de organismos geneticamente modificados (OGMs). Desde novembro, os óleos de soja das marcas Soya e Primor, produzidos pela Bunge, levam no rótulo um triângulo amarelo com a letra “T”, acompanhado da frase “Produto produzido a partir de soja transgênica”. A exigência da rotulagem foi confirmada em setembro pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), a partir de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE). A sentença vale também para a tradicional marca de óleo Liza, da Cargill, mas o produto não está rotulado.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Esclarecimentos - OPUS DEI
Fúria do Opus Dei na América Latina
ALTAMIRO BORGES
O jurista Ives Gandra da Silva Martins, principal expoente da seita fascista Opus Dei no Brasil, está preocupado com o avanço das esquerdas na América Latina. Num artigo raivoso na coluna Tendências/Debates da Folha de S.Paulo, ele destilou ódio e preconceito contra Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro e Lula. Ele aproveitou também para criticar a “falta de preparo” de governantes pelo mundo a fora e para oferecer seus cursinhos às novas gerações de dirigentes políticos. “Neste mundo atormentado por falsas lideranças e fantástica mediocridade, creio que valeria a pena a idéia, que propus em meu livro, de uma ‘escola de governo’... financiada pelos governos”. No meio do arrazoado direitista, um merchandising para os seus lucrativos negócios!
Na sua ótica elitista, “colhe o mundo, atualmente, uma notável safra de pseudolíderes, populistas e despreparados, que conduzem nações mais ou menos desenvolvidas exclusivamente baseados no poder de comunicação com o povo, principalmente com a parcela menos favorecida”. Nesta safra, segundo o líder da seita, estariam incluídos “o histriônico presidente venezuelano – capaz de criar desnecessárias resistências por ser incapaz de controlar seus repentes e ofensas –, que transforma o narcotráfico colombiano e sua indústria de seqüestros em ‘idealística’ guerrilha... O mesmo se pode dizer de Morales, que também pretende se perpetuar no poder e que começa, com sua enciclopédica e truculenta ignorância, a dividir a nação”.
A influência da seita fascista
Após criticar o presidente Lula por elevar impostos que atingem principalmente os bancos, Ives Gandra encerra a safra latino-americana com mais uma esquizofrenia fascistóide. “É de lembrar que os três presidentes são amigos de um ditador que fuzilou, sem julgamento – os homicídios perpetrados nos famosos ‘paredóns’ –, muito mais pessoas que Pinochet”. Além de mentir sobre a realidade dos direitos humanos em Cuba, ele não consegue esconder a sua simpatia pelo regime ditatorial do Chile, que sempre teve o ativo apoio do Opus Dei. Até quando critica a “desastrada presidência de George W. Bush”, Ives Gandra alerta para “o risco do voto num outro populista despreparado para conduzir seus destinos” – talvez numa referência doentia a Barack Obama.
As idéias direitistas e preconceituosas do Opus Dei já são conhecidas, mas é bom não subestimar a influência desta seita mundial – que goza de espaços na mídia burguesa e tem forte presença no aparato estatal. Seu interesse pela América Latina também não é novo e paira sempre ameaçador. Desde a sua chegada ao continente, nos anos 50, o Opus Dei planeja ardilosamente sua ascensão ao poder. O projeto só ganhou ímpeto com a onda de golpes militares na região a partir dos anos 60. Seus seguidores presidiram várias nações ou assessoraram inúmeros ditadores. Nos anos 90, com a avalanche neoliberal, os tecnocratas fiéis a esta seita voltaram a gozar de certo prestígio.“Catequese” na América Latina
Nos anos 50, a seita aliciou seus primeiros fiéis entre as velhas oligarquias que procuravam se diferenciar dos povos indígenas e pregavam o fundamentalismo religioso. Mas o Opus Dei só adquiriu maior pujança com a onda de golpes a partir dos anos 60. Até então, a sua ação ainda era dispersa. Segundo excelente artigo de Marina Amaral na revista Caros Amigos, “em 1970, Josemaría Escrivá [fundador da seita na Espanha] viajou para o México dando início às ‘viagens de catequese’ pelas Américas que duraram até as vésperas de sua morte em Roma, em 1975”.
Em 1974, visitou a América do Sul, então dominada por ditaduras. “O clero progressista tentava usar o peso da Igreja para denunciar torturas e assassinatos e para lutar pelo restabelecimento da democracia. Em suas palestras, ele respondeu certa vez a um militar que perguntara como seguir o caminho da ‘santificação espiritual’ do Opus Dei: ‘Os militares já têm metade do caminho espiritual feito’”. Neste período sombrio, a seita apoiou os golpes e participou de vários governos ditatoriais, segundo Emílio Corbière, autor do livro “Opus Dei: El totalitarismo católico”.
No Chile, a seita fascista foi para o ditador Augusto Pinochet o que fora para Augusto Franco na Espanha. O principal ideólogo deste regime sanguinário, Jaime Guzmá, era um membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Ela ainda apoiou os golpes e participou dos regimes autoritários na Argentina, Paraguai e Uruguai. Segundo Corbière, ela financiou o regime do ditador nicaragüense Anastácio Somoza até sua derrota para os sandinistas. Na década de 90, ainda deu “ativa assistência” à ditadura terrorista e corrupta de Alberto Fujimori, no Peru.O fundamentalismo neoliberal
Outra fase “próspera” se dá com a ofensiva neoliberal nos anos 90. Gozando da simpatia do papa e de autonomia frente às igrejas locais, ela se beneficia da invasão de multinacionais espanholas, fruto da privatização das estatais. Muitas delas são influenciadas por numerários do Opus Dei. Segundo Henrique Magalhães, em artigo na revista A Nova Democracia, “a Argentina entregou as suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia à Telefônica, Repsol, Ibéria e Endesa. A Ibéria já havia engolido a LAN [aviação], do Chile, onde a geração de energia já era controlada pela Endesa. Os bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo”.
“O Opus Dei é para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e os franciscanos para as cruzadas e os jesuítas para a Reforma de Lutero”, compara José Steinsleger, colunista do jornal mexicano La Jornada. Nos anos 90, a seita também emplacou vários bispos e cardeais na região. O mais famoso foi Juan Cipriani, do Peru, amigo intimo do ditador Alberto Fujimori. Em 1997, quando da invasão da embaixada do Japão por militantes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, o bispo se valeu da condição de mediador e usou um aparelho de escuta no crucifixo, o que permitiu à polícia invadir a casa e matar todos seus ocupantes.Os tentáculos no Brasil
No Brasil, o Opus Dei fincou a sua raiz em 1957, na cidade de Marília, no interior paulista, com a fundação de dois centros. Em 1961, dada à importância da filial, a seita deslocou o numerário espanhol Xavier Ayala, o segundo na hierarquia. “Doutor Xavier, como gostava de ser chamado, embora fosse padre, pisou em solo brasileiro com a missão de fortalecer a ala conservadora da Igreja. Às vésperas do Concílio Vaticano II, o clero progressista da América Latina clamava pelo retorno às origens revolucionárias do cristianismo e à ‘opção pelos pobres’, fundamentos da Teologia da Libertação”, explica Marina Amaral.
Ainda segundo a reportagem, “aos poucos, o Opus Dei foi encontrando os seus aliados na direita universitária. Entre os primeiros estavam dois jovens promissores: Ives Gandra e Carlos Alberto Di Franco, o primeiro simpático ao monarquismo e candidato derrotado a deputado; o segundo, um secundarista do Colégio Rio Branco, dos rotarianos do Brasil. Ives começou a freqüentar as reuniões do Opus Dei em 1963; Di Franco ‘apitou’ (pediu para entrar) em 1965. Hoje, a organização diz ter no país pouco mais de três mil membros e cerca de quarenta centros, onde moram aproximadamente seiscentos numerários”.Crescimento na ditadura
Durante a ditadura, a seita também concentrou sua atuação no meio jurídico, o que rende frutos até hoje. O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo revela ter sido assediado duas vezes por juízes fiéis à organização. O expoente nesta fase foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do STF pelo ditador Garrastazu Médici em 1972, e tio do candidato tucano a presidência em 2006. Até os anos 70, porém, o poder do Opus Dei era embrionário. Ele tinha quadros em posições importantes, mas sem uma atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (TFP) as simpatias dos católicos de extrema direita.
Seu crescimento dependeu da benção dos generais e dos vínculos com poderosas empresas. Ives Gandra e Di Franco viraram os seus “embaixadores”, relacionando-se com os donos da mídia, políticos de direita, bispos e empresários. É desta fase a construção da sua estrutura de fachada – Colégio Catamarã (SP), Casa do Moinho (Cotia) e Editora Quadrante. Ela também criou uma ONG para arrecadar fundos: OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais). Esta recebe até hoje doações do Itaú, Bradesco, GM e Citigroup. Diante desta denúncia, Lizandro Carmona, da OSUC, implorou à jornalista Marina Amaral: “Pelo amor de Deus, não vá escrever que empresas como o Itaú doam dinheiro ao Opus Dei”.Ofensiva recente na região
Na fase recente, o Opus Dei fixou planos mais ousados para conquistar poder político na região. Em abril de 2002, participou ativamente do frustrado golpe contra o presidente Hugo Chávez, na Venezuela. Um dos seus fiéis, José Rodrigues Iturbe, virou ministro das Relações Exteriores do fugaz governo golpista. A embaixada da Espanha, governada na época pelo franquista Partido Popular (PP), de José Maria Aznar – cuja esposa é do Opus Dei –, deu guarita aos seus fiéis. Outro golpista ligado à seita, Gustavo Cisneiros, é o maior empresário das comunicações no país.
Em dezembro de 2006, a seita assistiu a derrota do seu candidato, Joaquim Laví, ex-assessor do ditador Augusto Pinochet, à presidência do Chile. Já em maio de 2006, colheu nova derrota com a candidatura de Lourdes Flores, numerária do partido Unidade Nacional. Em compensação, ela festejou a vitória do narcoterrorista Álvaro Uribe na Colômbia, que dispôs de milhões de dólares do governo George Bush. Já no México, outro conhecido fiel do Opus Dei, Felipe Calderon, ex-executivo da Coca-Cola, venceu uma das eleições mais fraudulentas da história deste país.
A sua jogada mais ousada, porém, foi a tentativa de eleição de um seguidor no Brasil. Segundo Henrique Magalhães, “as esperança do Opus Dei se voltaram para Geraldo Alckmin, que hoje é um de seus quadros políticos de maior destaque. A Obra tentou fazer dele presidente para formar um eixo geopolítico com os governantes da Colômbia e do México”. A mídia e os tucanos até tentaram esconder esta sombria ligação. Numa sabatina à Folha de S.Paulo, Alckmin garantiu: “Não sou da Opus Dei; respeito quem é, mas não conheço”. Mentiu ao esconder suas estreitas relações com a seita fascista – desde seus tempos de infância, no convívio com seu pai e o tio-ministro do STF da ditadura, até às ilícitas “palestras do Morumbi”. Mas o povo não se deixou enganar. Isto explica as recentes lamúrias elitistas de Ives Gandra, o chefão do Opus Dei.
ALTAMIRO BORGES
O jurista Ives Gandra da Silva Martins, principal expoente da seita fascista Opus Dei no Brasil, está preocupado com o avanço das esquerdas na América Latina. Num artigo raivoso na coluna Tendências/Debates da Folha de S.Paulo, ele destilou ódio e preconceito contra Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro e Lula. Ele aproveitou também para criticar a “falta de preparo” de governantes pelo mundo a fora e para oferecer seus cursinhos às novas gerações de dirigentes políticos. “Neste mundo atormentado por falsas lideranças e fantástica mediocridade, creio que valeria a pena a idéia, que propus em meu livro, de uma ‘escola de governo’... financiada pelos governos”. No meio do arrazoado direitista, um merchandising para os seus lucrativos negócios!
Na sua ótica elitista, “colhe o mundo, atualmente, uma notável safra de pseudolíderes, populistas e despreparados, que conduzem nações mais ou menos desenvolvidas exclusivamente baseados no poder de comunicação com o povo, principalmente com a parcela menos favorecida”. Nesta safra, segundo o líder da seita, estariam incluídos “o histriônico presidente venezuelano – capaz de criar desnecessárias resistências por ser incapaz de controlar seus repentes e ofensas –, que transforma o narcotráfico colombiano e sua indústria de seqüestros em ‘idealística’ guerrilha... O mesmo se pode dizer de Morales, que também pretende se perpetuar no poder e que começa, com sua enciclopédica e truculenta ignorância, a dividir a nação”.
A influência da seita fascista
Após criticar o presidente Lula por elevar impostos que atingem principalmente os bancos, Ives Gandra encerra a safra latino-americana com mais uma esquizofrenia fascistóide. “É de lembrar que os três presidentes são amigos de um ditador que fuzilou, sem julgamento – os homicídios perpetrados nos famosos ‘paredóns’ –, muito mais pessoas que Pinochet”. Além de mentir sobre a realidade dos direitos humanos em Cuba, ele não consegue esconder a sua simpatia pelo regime ditatorial do Chile, que sempre teve o ativo apoio do Opus Dei. Até quando critica a “desastrada presidência de George W. Bush”, Ives Gandra alerta para “o risco do voto num outro populista despreparado para conduzir seus destinos” – talvez numa referência doentia a Barack Obama.
As idéias direitistas e preconceituosas do Opus Dei já são conhecidas, mas é bom não subestimar a influência desta seita mundial – que goza de espaços na mídia burguesa e tem forte presença no aparato estatal. Seu interesse pela América Latina também não é novo e paira sempre ameaçador. Desde a sua chegada ao continente, nos anos 50, o Opus Dei planeja ardilosamente sua ascensão ao poder. O projeto só ganhou ímpeto com a onda de golpes militares na região a partir dos anos 60. Seus seguidores presidiram várias nações ou assessoraram inúmeros ditadores. Nos anos 90, com a avalanche neoliberal, os tecnocratas fiéis a esta seita voltaram a gozar de certo prestígio.“Catequese” na América Latina
Nos anos 50, a seita aliciou seus primeiros fiéis entre as velhas oligarquias que procuravam se diferenciar dos povos indígenas e pregavam o fundamentalismo religioso. Mas o Opus Dei só adquiriu maior pujança com a onda de golpes a partir dos anos 60. Até então, a sua ação ainda era dispersa. Segundo excelente artigo de Marina Amaral na revista Caros Amigos, “em 1970, Josemaría Escrivá [fundador da seita na Espanha] viajou para o México dando início às ‘viagens de catequese’ pelas Américas que duraram até as vésperas de sua morte em Roma, em 1975”.
Em 1974, visitou a América do Sul, então dominada por ditaduras. “O clero progressista tentava usar o peso da Igreja para denunciar torturas e assassinatos e para lutar pelo restabelecimento da democracia. Em suas palestras, ele respondeu certa vez a um militar que perguntara como seguir o caminho da ‘santificação espiritual’ do Opus Dei: ‘Os militares já têm metade do caminho espiritual feito’”. Neste período sombrio, a seita apoiou os golpes e participou de vários governos ditatoriais, segundo Emílio Corbière, autor do livro “Opus Dei: El totalitarismo católico”.
No Chile, a seita fascista foi para o ditador Augusto Pinochet o que fora para Augusto Franco na Espanha. O principal ideólogo deste regime sanguinário, Jaime Guzmá, era um membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Ela ainda apoiou os golpes e participou dos regimes autoritários na Argentina, Paraguai e Uruguai. Segundo Corbière, ela financiou o regime do ditador nicaragüense Anastácio Somoza até sua derrota para os sandinistas. Na década de 90, ainda deu “ativa assistência” à ditadura terrorista e corrupta de Alberto Fujimori, no Peru.O fundamentalismo neoliberal
Outra fase “próspera” se dá com a ofensiva neoliberal nos anos 90. Gozando da simpatia do papa e de autonomia frente às igrejas locais, ela se beneficia da invasão de multinacionais espanholas, fruto da privatização das estatais. Muitas delas são influenciadas por numerários do Opus Dei. Segundo Henrique Magalhães, em artigo na revista A Nova Democracia, “a Argentina entregou as suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia à Telefônica, Repsol, Ibéria e Endesa. A Ibéria já havia engolido a LAN [aviação], do Chile, onde a geração de energia já era controlada pela Endesa. Os bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo”.
“O Opus Dei é para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e os franciscanos para as cruzadas e os jesuítas para a Reforma de Lutero”, compara José Steinsleger, colunista do jornal mexicano La Jornada. Nos anos 90, a seita também emplacou vários bispos e cardeais na região. O mais famoso foi Juan Cipriani, do Peru, amigo intimo do ditador Alberto Fujimori. Em 1997, quando da invasão da embaixada do Japão por militantes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, o bispo se valeu da condição de mediador e usou um aparelho de escuta no crucifixo, o que permitiu à polícia invadir a casa e matar todos seus ocupantes.Os tentáculos no Brasil
No Brasil, o Opus Dei fincou a sua raiz em 1957, na cidade de Marília, no interior paulista, com a fundação de dois centros. Em 1961, dada à importância da filial, a seita deslocou o numerário espanhol Xavier Ayala, o segundo na hierarquia. “Doutor Xavier, como gostava de ser chamado, embora fosse padre, pisou em solo brasileiro com a missão de fortalecer a ala conservadora da Igreja. Às vésperas do Concílio Vaticano II, o clero progressista da América Latina clamava pelo retorno às origens revolucionárias do cristianismo e à ‘opção pelos pobres’, fundamentos da Teologia da Libertação”, explica Marina Amaral.
Ainda segundo a reportagem, “aos poucos, o Opus Dei foi encontrando os seus aliados na direita universitária. Entre os primeiros estavam dois jovens promissores: Ives Gandra e Carlos Alberto Di Franco, o primeiro simpático ao monarquismo e candidato derrotado a deputado; o segundo, um secundarista do Colégio Rio Branco, dos rotarianos do Brasil. Ives começou a freqüentar as reuniões do Opus Dei em 1963; Di Franco ‘apitou’ (pediu para entrar) em 1965. Hoje, a organização diz ter no país pouco mais de três mil membros e cerca de quarenta centros, onde moram aproximadamente seiscentos numerários”.Crescimento na ditadura
Durante a ditadura, a seita também concentrou sua atuação no meio jurídico, o que rende frutos até hoje. O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo revela ter sido assediado duas vezes por juízes fiéis à organização. O expoente nesta fase foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do STF pelo ditador Garrastazu Médici em 1972, e tio do candidato tucano a presidência em 2006. Até os anos 70, porém, o poder do Opus Dei era embrionário. Ele tinha quadros em posições importantes, mas sem uma atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (TFP) as simpatias dos católicos de extrema direita.
Seu crescimento dependeu da benção dos generais e dos vínculos com poderosas empresas. Ives Gandra e Di Franco viraram os seus “embaixadores”, relacionando-se com os donos da mídia, políticos de direita, bispos e empresários. É desta fase a construção da sua estrutura de fachada – Colégio Catamarã (SP), Casa do Moinho (Cotia) e Editora Quadrante. Ela também criou uma ONG para arrecadar fundos: OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais). Esta recebe até hoje doações do Itaú, Bradesco, GM e Citigroup. Diante desta denúncia, Lizandro Carmona, da OSUC, implorou à jornalista Marina Amaral: “Pelo amor de Deus, não vá escrever que empresas como o Itaú doam dinheiro ao Opus Dei”.Ofensiva recente na região
Na fase recente, o Opus Dei fixou planos mais ousados para conquistar poder político na região. Em abril de 2002, participou ativamente do frustrado golpe contra o presidente Hugo Chávez, na Venezuela. Um dos seus fiéis, José Rodrigues Iturbe, virou ministro das Relações Exteriores do fugaz governo golpista. A embaixada da Espanha, governada na época pelo franquista Partido Popular (PP), de José Maria Aznar – cuja esposa é do Opus Dei –, deu guarita aos seus fiéis. Outro golpista ligado à seita, Gustavo Cisneiros, é o maior empresário das comunicações no país.
Em dezembro de 2006, a seita assistiu a derrota do seu candidato, Joaquim Laví, ex-assessor do ditador Augusto Pinochet, à presidência do Chile. Já em maio de 2006, colheu nova derrota com a candidatura de Lourdes Flores, numerária do partido Unidade Nacional. Em compensação, ela festejou a vitória do narcoterrorista Álvaro Uribe na Colômbia, que dispôs de milhões de dólares do governo George Bush. Já no México, outro conhecido fiel do Opus Dei, Felipe Calderon, ex-executivo da Coca-Cola, venceu uma das eleições mais fraudulentas da história deste país.
A sua jogada mais ousada, porém, foi a tentativa de eleição de um seguidor no Brasil. Segundo Henrique Magalhães, “as esperança do Opus Dei se voltaram para Geraldo Alckmin, que hoje é um de seus quadros políticos de maior destaque. A Obra tentou fazer dele presidente para formar um eixo geopolítico com os governantes da Colômbia e do México”. A mídia e os tucanos até tentaram esconder esta sombria ligação. Numa sabatina à Folha de S.Paulo, Alckmin garantiu: “Não sou da Opus Dei; respeito quem é, mas não conheço”. Mentiu ao esconder suas estreitas relações com a seita fascista – desde seus tempos de infância, no convívio com seu pai e o tio-ministro do STF da ditadura, até às ilícitas “palestras do Morumbi”. Mas o povo não se deixou enganar. Isto explica as recentes lamúrias elitistas de Ives Gandra, o chefão do Opus Dei.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Amazônia entregue ás feras
Amazônia: Bird e WWF cercam milhões de hectares para impedir a presença brasileira
Por Mariana Moura
O ARPA, Projeto de Áreas Protegidas da Amazônia, já viabilizou a entrega de cerca de 16 milhões de hectares da Floresta Amazônica para organizações ambientalistas estrangeiras que servem de fachada aos escusos interesses econômicos norte-americanos Encoberta pela cortina da preservação ambiental, o projeto de cercamento de milhões de quilômetros de riquezas incomensuráveis está sendo implementado no Brasil.
Sob a sigla ARPA, o Projeto de Áreas Protegidas da Amazônia jáviabilizou a entrega de cerca de 16 milhões de hectares da florestaamazônica para organizações ambientalistas que servem de fachada aosinteresses econômicos norte-americanos.
Gestado nas entranhas do Banco Mundial, implementado pela WWF -principal defensora dos interesses de seus patrocinadores, entre eles a Shell e o governo dos EUA – e avalizado pelo secretário deBiodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, somente o ARPA pretende cercar 50 milhões de hectares amazônicos.
Implementadora do ARPA, a WWF-Brasil (ver diretores no quadro abaixo) não teve o cuidado nem mesmo de “aportuguesar” a sigla (Amazon Regional Protected Area) do projeto que é um dos itens constantes do Programa Piloto para Proteção de Florestas Tropicais do Brasil. Conhecido como PPG7, o Programa é patrocinado exatamente pelos países que já destruíram todas as suas florestas, o chamado Grupo dos 7, através de um fundo criado pelo Banco Mundial.
Esse fundo é dirigido por ninguém menos do que Paul Wolfowitz,subsecretário de Estado norte-americano, ligado aos cartéis de petróleo, e um dos principais defensores da agressão ao Iraque. Para justificar suas ações nefastas no Brasil, essas mesmas Ongs produzem “estudos” em que afirmam demonstrar a falta de controle e o “desmatamento” dentro de áreas protegidas que estão nas mãos do Estado.
Com isso, buscam levar a opinião pública a acreditar que o cercamento por ONGs estrangeiras de imensas áreas transbordantes de riquezas minerais, hídricas e biológicas é uma forma de “preservação”. Esse estudos são patrocinados por organizações como a WWF, que, como revelou a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para investigar a evasão de divisas brasileiras pelas famosas contas CC5 do Banestado, figura como recebedora de R$ 438 mil do Interamerican Foundation (IAF), ONG mantida financeiramente e ideologicamente pelo Congresso dos EUA e que tem como diretores três deputados e seis empresários nomeados diretamente pela Casa Branca.
Outra ONG, conhecida dos ribeirinhos e diretamente envolvida naimplementação do ARPA, é o Instituto Socioambiental (ISA), que também recebeu recursos do Congresso norte-americano através do IAF. Entre seu rol de ex-diretores figura ninguém menos do que o principal formulador do Projeto de Lei de Florestas – atualmente sob apreciação do Senado Federal brasileiro - João Paulo Capobianco, secretário de Florestas do MMA.
Infiltrados no Ministério do Meio Ambiente, os agentes do interessesoligopolistas participam inclusive das comissões que decidem quais áreas serão lacradas. Em seu site, a WWF se vangloria de ter “marcado presença nas discussões do Fórum Nacional de Áreas Protegidas, bem como da Política e do Programa Nacional de Áreas Protegidas, participando de atividades como a definição de diretrizes para processos de consulta pública e a formação, funcionamento e fortalecimento de conselhos de gestão de unidades de conservação”.
Foi assim que conseguiram colocar o governo brasileiro contra todos os produtores, assentados, ribeirinhos, e até mesmo indígenas do entorno da BR-163, no Pará. São quase mais de 8 milhões de hectares que estão sob “limitação administrativa provisória”, desde fevereiro deste ano. Atitude louvada não só pelas ONGs, mas pelo governo e pela mídia norte-americana.
Comentário do Coronel Gélio Fregapani:
As notícias tem fundamento. Fazem parte da atual ofensiva para evitar o desenvolvimento (e a concorrência, da soja, no caso).
Por Mariana Moura
O ARPA, Projeto de Áreas Protegidas da Amazônia, já viabilizou a entrega de cerca de 16 milhões de hectares da Floresta Amazônica para organizações ambientalistas estrangeiras que servem de fachada aos escusos interesses econômicos norte-americanos Encoberta pela cortina da preservação ambiental, o projeto de cercamento de milhões de quilômetros de riquezas incomensuráveis está sendo implementado no Brasil.
Sob a sigla ARPA, o Projeto de Áreas Protegidas da Amazônia jáviabilizou a entrega de cerca de 16 milhões de hectares da florestaamazônica para organizações ambientalistas que servem de fachada aosinteresses econômicos norte-americanos.
Gestado nas entranhas do Banco Mundial, implementado pela WWF -principal defensora dos interesses de seus patrocinadores, entre eles a Shell e o governo dos EUA – e avalizado pelo secretário deBiodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, somente o ARPA pretende cercar 50 milhões de hectares amazônicos.
Implementadora do ARPA, a WWF-Brasil (ver diretores no quadro abaixo) não teve o cuidado nem mesmo de “aportuguesar” a sigla (Amazon Regional Protected Area) do projeto que é um dos itens constantes do Programa Piloto para Proteção de Florestas Tropicais do Brasil. Conhecido como PPG7, o Programa é patrocinado exatamente pelos países que já destruíram todas as suas florestas, o chamado Grupo dos 7, através de um fundo criado pelo Banco Mundial.
Esse fundo é dirigido por ninguém menos do que Paul Wolfowitz,subsecretário de Estado norte-americano, ligado aos cartéis de petróleo, e um dos principais defensores da agressão ao Iraque. Para justificar suas ações nefastas no Brasil, essas mesmas Ongs produzem “estudos” em que afirmam demonstrar a falta de controle e o “desmatamento” dentro de áreas protegidas que estão nas mãos do Estado.
Com isso, buscam levar a opinião pública a acreditar que o cercamento por ONGs estrangeiras de imensas áreas transbordantes de riquezas minerais, hídricas e biológicas é uma forma de “preservação”. Esse estudos são patrocinados por organizações como a WWF, que, como revelou a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para investigar a evasão de divisas brasileiras pelas famosas contas CC5 do Banestado, figura como recebedora de R$ 438 mil do Interamerican Foundation (IAF), ONG mantida financeiramente e ideologicamente pelo Congresso dos EUA e que tem como diretores três deputados e seis empresários nomeados diretamente pela Casa Branca.
Outra ONG, conhecida dos ribeirinhos e diretamente envolvida naimplementação do ARPA, é o Instituto Socioambiental (ISA), que também recebeu recursos do Congresso norte-americano através do IAF. Entre seu rol de ex-diretores figura ninguém menos do que o principal formulador do Projeto de Lei de Florestas – atualmente sob apreciação do Senado Federal brasileiro - João Paulo Capobianco, secretário de Florestas do MMA.
Infiltrados no Ministério do Meio Ambiente, os agentes do interessesoligopolistas participam inclusive das comissões que decidem quais áreas serão lacradas. Em seu site, a WWF se vangloria de ter “marcado presença nas discussões do Fórum Nacional de Áreas Protegidas, bem como da Política e do Programa Nacional de Áreas Protegidas, participando de atividades como a definição de diretrizes para processos de consulta pública e a formação, funcionamento e fortalecimento de conselhos de gestão de unidades de conservação”.
Foi assim que conseguiram colocar o governo brasileiro contra todos os produtores, assentados, ribeirinhos, e até mesmo indígenas do entorno da BR-163, no Pará. São quase mais de 8 milhões de hectares que estão sob “limitação administrativa provisória”, desde fevereiro deste ano. Atitude louvada não só pelas ONGs, mas pelo governo e pela mídia norte-americana.
Comentário do Coronel Gélio Fregapani:
As notícias tem fundamento. Fazem parte da atual ofensiva para evitar o desenvolvimento (e a concorrência, da soja, no caso).
domingo, 3 de fevereiro de 2008
10 mil famílias privilegiadas e banqueiros nacionais e internacionais recebem esta "ninharia"
Juros da dívida equivalem a 22 CPMFs em cinco anos
(1'48'' / 423 Kb) - Desde janeiro de 2003, quando o presidente Lula tomou posse, até novembro de 2007 mais de R$ 851 bilhões foram utilizados para pagar juros nominais da dívida pública consolidada - interna e externa. Este montante equivale a 22 vezes o que o governo federal previa arrecadar só em 2008 com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).Com a extinção da CPMF pelos senadores, o governo procura formas de equilibrar as finanças públicas. Mas, segundo o economista e integrante da Auditoria Cidadã da Dívida, Ivo Poletto, o governo tem se negado a mexer na área onde os recursos públicos estão sendo efetivamente gastos.“Ninguém fala quanto do orçamento será destinado aos custos do endividamento, isto é o pagamento de juros e outras taxas, e quanto também será destinado para fazer a renegociação dos títulos que vão vencer”.Para Poletto, o Brasil precisa fazer um debate sério sobre suas prioridades orçamentárias. De janeiro a novembro do ano passado, foram pagos mais de R$ 113 bilhões de juros. O valor é 12 vezes maior do que o investimento feito em 2007 no principal programa social do governo federal, o Bolsa Família. Na opinião do economista, já não faz muito sentido o argumento de que medidas do governo sobre o endividamento geram desgaste com o mercado.”Vive-se dizendo que o Brasil estaria em condições melhores agora porque não depende tanto dos recursos externos. Se isso é verdade, não haveria grandes dificuldades para tomar medidas no sentido de diminuir os custos com os organismos de financiamento internacional”.De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
(1'48'' / 423 Kb) - Desde janeiro de 2003, quando o presidente Lula tomou posse, até novembro de 2007 mais de R$ 851 bilhões foram utilizados para pagar juros nominais da dívida pública consolidada - interna e externa. Este montante equivale a 22 vezes o que o governo federal previa arrecadar só em 2008 com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).Com a extinção da CPMF pelos senadores, o governo procura formas de equilibrar as finanças públicas. Mas, segundo o economista e integrante da Auditoria Cidadã da Dívida, Ivo Poletto, o governo tem se negado a mexer na área onde os recursos públicos estão sendo efetivamente gastos.“Ninguém fala quanto do orçamento será destinado aos custos do endividamento, isto é o pagamento de juros e outras taxas, e quanto também será destinado para fazer a renegociação dos títulos que vão vencer”.Para Poletto, o Brasil precisa fazer um debate sério sobre suas prioridades orçamentárias. De janeiro a novembro do ano passado, foram pagos mais de R$ 113 bilhões de juros. O valor é 12 vezes maior do que o investimento feito em 2007 no principal programa social do governo federal, o Bolsa Família. Na opinião do economista, já não faz muito sentido o argumento de que medidas do governo sobre o endividamento geram desgaste com o mercado.”Vive-se dizendo que o Brasil estaria em condições melhores agora porque não depende tanto dos recursos externos. Se isso é verdade, não haveria grandes dificuldades para tomar medidas no sentido de diminuir os custos com os organismos de financiamento internacional”.De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Porque não se faz ampla discussão sobre o AGROCOMBUSTÍVEL?
AGROCOMBUSTÍVEL
Sobre os agrocombustíveis não seria interessante que se fizesse uma mesa redonda para tratar da viabilidade ou não de sua produção e uso? Algumas pessoas por interesses óbvios não apóiam tal produção porque isso acarretaria muito prejuízo aos países produtores de petróleo. Outras até muito esclarecidas e de boa fé dizem que o agrocombustível aumentará a fome no mundo. Esse raciocínio se baseia em que sua produção seria feita única e exclusivamente a partir de cereais o que é correto em países com pequena dimensão territorial ou nos países nórdicos em que há pouco sol e seu solo coberto de neve durante muitos meses. Pensamos que não se deva utilizar cereais para produção do etanol. Cereal é combustível para alimentação humana e não para empanturrar automotores. Já bastam as plantações de soja do agronegócio que dizimam nossas matas e nascentes e que o agronegócio exporta para engorda de animais nos paises mais desenvolvidos. Nada do que produzem é destinado á alimentação local
Mas vamos raciocinar a base de nosso BRASIL.
Antes lembraremos o que disse Rokefeler, magnata do petróleo, no século passado: “Quem tem o petróleo domina o mundo” e assim o foi e o é. Ainda hoje presenciamos o crime contra a humanidade que o Império do Mal comete contra o Afganistão e Iraque para manter a posse de seu petróleo e gas. Parafraseando, poderíamos dizer: “Quem tem o agrocombustível se não dominar o mundo, pelo menos poderá estar entre as maiores potências econômicas mundiais e abastecer o mundo”. Não é a toa que Bush, Jorge Soros, Bill Gates e outros magnatas estão forçando parcerias com o governo fantoche brasileiro para através de seus representantes dominar o agrocombustível pois sabem de sua importância no presente e futuro.
Na interpretação do mundo, da natureza e dos fenômenos sociais, o método dialético nos ajuda muito a compreender e entender as coisas. Sabemos que a natureza, o universo, a história está em constante mudança e movimento. Observando a realidade que nos envolve e a estudando dialeticamente sempre encontraremos saídas corretas. A análise da situação mundial está nos mostrando a necessidade de mudanças inadiáveis visando à sobrevivência da própria humanidade hoje ameaçada pelo uso indiscriminado dos bens úteis e a degradação indiscriminada do meio ambiente.
O uso inevitável e cada vez mais necessário da energia motora leva o homem a buscar novas fontes energéticas que felizmente são muitas. Aí estão a energia solar, eólica, das marés, biomassa,etc. E no caso em pauta a insubstituível contribuição que o sol através da fotossíntese pode proporcionar às atuais necessidades humanas. É a energia perene, renovável, limpa e não poluente que o agrocombustível, a agroenergia, oferece graciosamente aos seres humanos.
Entre os países tropicais o Brasil, além de privilegiado pela natureza, é também o pioneiro na utilização do biocombustível dominando há anos a tecnologia para uso do etanol desde os anos setenta sob orientação do ministro de Minas e Energia Severo Gomes e do físico Bautista Vidal e sua equipe.
O Brasil com seus 152 milhões de hectares de área agricultável disponível pode se tornar auto-suficiente e produzir o bastante para abastecer os países pobres em energia solar. Será o maior produtor mundial do agrocombustível. Poderá sim abastecer o mundo ou parte dele. Os papéis serão invertidos e de dependente da energia não renovável, passará a dominar o grande negócio do agrocombustível. Mas para isto não se poderá permitir que o governo do Lula entregue, como está fazendo, estas fontes energéticas aos George Soros, Bill Gattes e outros magnatas dos capitais internacionais e muito menos deixar que o Império do Mal, como o vem tentando Bush, assuma o controle de nosso agrocombustível.
Possuímos tecnologia própria e capital suficientes pra criar nossa AGROBRÁS nos moldes em que foi criada a PETROBRAS. Inicie-se a campanha do “O AGROBRÁS É NOSSO”. Os Movimentos Sociais junto com o povo podem desempenhar um papel importante e fundamental nessa campanha que será vitoriosa mesmo enfrentando a mais cruel e desonesta contra ofensiva dos eternos vendedores da pátria que em t roca de migalhas ás vezes não muito pequenas não se pejam em entregar tudo aos capitais multinacionais.
Não adianta tentar esconder o sol com a peneira. Inventaram a versão de que o agrocombustível vai gerar escassez de alimentos e fome. Como disse acima, o BRASIL não precisa obter o etanol de cereais e tampouco o biodisel da soja, girassol, das folhas da colza, uma variedade de couve,etc. Os paises frios com grandes períodos de neve e com pouco sol, estes sim são obrigados a usar cereais, beterraba , colza e outras fontes alimentícias de rápida produção e com apenas uma safra anual. Nós não, fomos privilegiados pela natureza e temos terras agricultáveis e SOL bastante durante todo o ano e de graça.. Utilizando a cana de açúcar para o etanol e a Palma ( Dendê) para o biodísel estaremos anos luz á frente dos outros paises. Para exemplo temos a Palma que a partir dos 4 anos produz durante vinte e cinco anos safras abundantes e de fácil manejo, gerando inclusive milhares de empregos.
Os dados sobre a área agricultável no Brasil fornecidos pelo IBGE e CONAB com informações do Ministério da Agricultura mostram a viabilidade de se criar a AGROBRAS. O Brasil possui:
1.Área agricultável disponível- 152.5 milhões de hectares , 17.9% do território nacional.
2.Área agricultável utilizada---: 62,5 milhões de hectares, 7,3% do território assim utilizados:
a. Lavoura permanente--------15milhões de hect., 1.8% do território nacional
b..Lavoura temporária---------42,5 milhões de hect, 5% do território nacional
c.Florestas plantadas----------05 milhões de hect, 0,6% do território nacional
Total 62.5 milhões de hect. utillizadas
3.Área agricultável disponível não utilizada;
90 milhões de hect. 10.5% do terr nacional
4.Área de florestas nativas-------440 milhões de hect. 50% do terr.nacional
5.Pastagens-------------------------177 milhões de hect. 20% do terr. nacional.
Da área agricultável disponível de 152,5 milhoes de hect. ainda sobram 90 milhões não utilizadas.
Sequer o argumento de que serão derrubadas áreas da floresta Amazônica é verdadeiro.A verdade é que floresta Amazônica está sendo derrubada pelos MADEIREIROS e pelos donos do AGRONEGÓCIO, plantadores de soja transgênica e algodão, sob as olhares complacentes do Ministério do Meio Ambiente.
O que precisa ser divulgado é que por trás e atrás dessa fonte bilionária de agroenergia já estão agindo as grandes fortunas nacionais e internacionais, seja recebendo vastas concessões territoriais do governo, seja construindo usinas em pontos estratégicos do território nacional, e tudo isto com o beneplácito e ajuda deste governinho espúrio e antinacional.
O trecho abaixo está no artigo “Agrocombustível: Ameaça ou oportunidade?” publicado pela TV CIDADE LIVRE. Eis o texto:
“Já está abundantemente demonstrado por mil experiências-piloto pelo Brasil afora que o agrocombustível produzido em pequenas propriedades e comunidades NÃO REDUZ A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS, NEM FAZ DANOS AO AMBIENTE, ao contrário, multiplica a riqueza humana da maneira mais completa e legítima. MAS A CONDIÇÃO INDISCUTÍVEL E ABSOLUTA É QUE O CONTROLE DO PROCESSO ESTEJA NAS MÃOS DOS MOVIMENTOS E GOVERNOS POPULARES”.
Eis aí a chave da questão. É necessário um amplo debate, reuniões em todo território naicional em que o povo tenha ampla participação e voz. Convocar os Movimentos Sociais, estudantes, intelectuais patriotas, profissionais da área que sejam estudiosos e competentese e principalmente todo o povo para o mais rápido possível se iniciar a campanha do “AGROBRÁS É NOSSO”. Não o conseguimos com a campanha do “O PETRÓLEO É NOSSO’? Este amplo debate nos dará a visão correta da viabilidade correta ou não para os interesses nacionais.
Agora em caso positivo,o que não poderá acontecer posteriormente é o que fizeram com a Petrobrás,isto é, depois de tantas memoráveis lutas, entregar a maioria das ações aos estrangeiros estadounidenses e pior ainda, de lambugem entregar de mão beijadas através das licitações do FHC e LULA as nossas já descobertas e prospectadas e riquíssimas jazidas petrolíferas ao capital multinacional.
Repetindo a TV CIDADE LIVRE :
“A CONDIÇÃO INDISCUTÍVEL E ABSOLUTA É QUE O CONTROLE DO PROCESSO ESTEJA NAS MÃOS DOS MOVIMENTOS E GOVERNOS POPULARES”.
Blasco Miranda de Ourofino
Médico aposentado
Sobre os agrocombustíveis não seria interessante que se fizesse uma mesa redonda para tratar da viabilidade ou não de sua produção e uso? Algumas pessoas por interesses óbvios não apóiam tal produção porque isso acarretaria muito prejuízo aos países produtores de petróleo. Outras até muito esclarecidas e de boa fé dizem que o agrocombustível aumentará a fome no mundo. Esse raciocínio se baseia em que sua produção seria feita única e exclusivamente a partir de cereais o que é correto em países com pequena dimensão territorial ou nos países nórdicos em que há pouco sol e seu solo coberto de neve durante muitos meses. Pensamos que não se deva utilizar cereais para produção do etanol. Cereal é combustível para alimentação humana e não para empanturrar automotores. Já bastam as plantações de soja do agronegócio que dizimam nossas matas e nascentes e que o agronegócio exporta para engorda de animais nos paises mais desenvolvidos. Nada do que produzem é destinado á alimentação local
Mas vamos raciocinar a base de nosso BRASIL.
Antes lembraremos o que disse Rokefeler, magnata do petróleo, no século passado: “Quem tem o petróleo domina o mundo” e assim o foi e o é. Ainda hoje presenciamos o crime contra a humanidade que o Império do Mal comete contra o Afganistão e Iraque para manter a posse de seu petróleo e gas. Parafraseando, poderíamos dizer: “Quem tem o agrocombustível se não dominar o mundo, pelo menos poderá estar entre as maiores potências econômicas mundiais e abastecer o mundo”. Não é a toa que Bush, Jorge Soros, Bill Gates e outros magnatas estão forçando parcerias com o governo fantoche brasileiro para através de seus representantes dominar o agrocombustível pois sabem de sua importância no presente e futuro.
Na interpretação do mundo, da natureza e dos fenômenos sociais, o método dialético nos ajuda muito a compreender e entender as coisas. Sabemos que a natureza, o universo, a história está em constante mudança e movimento. Observando a realidade que nos envolve e a estudando dialeticamente sempre encontraremos saídas corretas. A análise da situação mundial está nos mostrando a necessidade de mudanças inadiáveis visando à sobrevivência da própria humanidade hoje ameaçada pelo uso indiscriminado dos bens úteis e a degradação indiscriminada do meio ambiente.
O uso inevitável e cada vez mais necessário da energia motora leva o homem a buscar novas fontes energéticas que felizmente são muitas. Aí estão a energia solar, eólica, das marés, biomassa,etc. E no caso em pauta a insubstituível contribuição que o sol através da fotossíntese pode proporcionar às atuais necessidades humanas. É a energia perene, renovável, limpa e não poluente que o agrocombustível, a agroenergia, oferece graciosamente aos seres humanos.
Entre os países tropicais o Brasil, além de privilegiado pela natureza, é também o pioneiro na utilização do biocombustível dominando há anos a tecnologia para uso do etanol desde os anos setenta sob orientação do ministro de Minas e Energia Severo Gomes e do físico Bautista Vidal e sua equipe.
O Brasil com seus 152 milhões de hectares de área agricultável disponível pode se tornar auto-suficiente e produzir o bastante para abastecer os países pobres em energia solar. Será o maior produtor mundial do agrocombustível. Poderá sim abastecer o mundo ou parte dele. Os papéis serão invertidos e de dependente da energia não renovável, passará a dominar o grande negócio do agrocombustível. Mas para isto não se poderá permitir que o governo do Lula entregue, como está fazendo, estas fontes energéticas aos George Soros, Bill Gattes e outros magnatas dos capitais internacionais e muito menos deixar que o Império do Mal, como o vem tentando Bush, assuma o controle de nosso agrocombustível.
Possuímos tecnologia própria e capital suficientes pra criar nossa AGROBRÁS nos moldes em que foi criada a PETROBRAS. Inicie-se a campanha do “O AGROBRÁS É NOSSO”. Os Movimentos Sociais junto com o povo podem desempenhar um papel importante e fundamental nessa campanha que será vitoriosa mesmo enfrentando a mais cruel e desonesta contra ofensiva dos eternos vendedores da pátria que em t roca de migalhas ás vezes não muito pequenas não se pejam em entregar tudo aos capitais multinacionais.
Não adianta tentar esconder o sol com a peneira. Inventaram a versão de que o agrocombustível vai gerar escassez de alimentos e fome. Como disse acima, o BRASIL não precisa obter o etanol de cereais e tampouco o biodisel da soja, girassol, das folhas da colza, uma variedade de couve,etc. Os paises frios com grandes períodos de neve e com pouco sol, estes sim são obrigados a usar cereais, beterraba , colza e outras fontes alimentícias de rápida produção e com apenas uma safra anual. Nós não, fomos privilegiados pela natureza e temos terras agricultáveis e SOL bastante durante todo o ano e de graça.. Utilizando a cana de açúcar para o etanol e a Palma ( Dendê) para o biodísel estaremos anos luz á frente dos outros paises. Para exemplo temos a Palma que a partir dos 4 anos produz durante vinte e cinco anos safras abundantes e de fácil manejo, gerando inclusive milhares de empregos.
Os dados sobre a área agricultável no Brasil fornecidos pelo IBGE e CONAB com informações do Ministério da Agricultura mostram a viabilidade de se criar a AGROBRAS. O Brasil possui:
1.Área agricultável disponível- 152.5 milhões de hectares , 17.9% do território nacional.
2.Área agricultável utilizada---: 62,5 milhões de hectares, 7,3% do território assim utilizados:
a. Lavoura permanente--------15milhões de hect., 1.8% do território nacional
b..Lavoura temporária---------42,5 milhões de hect, 5% do território nacional
c.Florestas plantadas----------05 milhões de hect, 0,6% do território nacional
Total 62.5 milhões de hect. utillizadas
3.Área agricultável disponível não utilizada;
90 milhões de hect. 10.5% do terr nacional
4.Área de florestas nativas-------440 milhões de hect. 50% do terr.nacional
5.Pastagens-------------------------177 milhões de hect. 20% do terr. nacional.
Da área agricultável disponível de 152,5 milhoes de hect. ainda sobram 90 milhões não utilizadas.
Sequer o argumento de que serão derrubadas áreas da floresta Amazônica é verdadeiro.A verdade é que floresta Amazônica está sendo derrubada pelos MADEIREIROS e pelos donos do AGRONEGÓCIO, plantadores de soja transgênica e algodão, sob as olhares complacentes do Ministério do Meio Ambiente.
O que precisa ser divulgado é que por trás e atrás dessa fonte bilionária de agroenergia já estão agindo as grandes fortunas nacionais e internacionais, seja recebendo vastas concessões territoriais do governo, seja construindo usinas em pontos estratégicos do território nacional, e tudo isto com o beneplácito e ajuda deste governinho espúrio e antinacional.
O trecho abaixo está no artigo “Agrocombustível: Ameaça ou oportunidade?” publicado pela TV CIDADE LIVRE. Eis o texto:
“Já está abundantemente demonstrado por mil experiências-piloto pelo Brasil afora que o agrocombustível produzido em pequenas propriedades e comunidades NÃO REDUZ A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS, NEM FAZ DANOS AO AMBIENTE, ao contrário, multiplica a riqueza humana da maneira mais completa e legítima. MAS A CONDIÇÃO INDISCUTÍVEL E ABSOLUTA É QUE O CONTROLE DO PROCESSO ESTEJA NAS MÃOS DOS MOVIMENTOS E GOVERNOS POPULARES”.
Eis aí a chave da questão. É necessário um amplo debate, reuniões em todo território naicional em que o povo tenha ampla participação e voz. Convocar os Movimentos Sociais, estudantes, intelectuais patriotas, profissionais da área que sejam estudiosos e competentese e principalmente todo o povo para o mais rápido possível se iniciar a campanha do “AGROBRÁS É NOSSO”. Não o conseguimos com a campanha do “O PETRÓLEO É NOSSO’? Este amplo debate nos dará a visão correta da viabilidade correta ou não para os interesses nacionais.
Agora em caso positivo,o que não poderá acontecer posteriormente é o que fizeram com a Petrobrás,isto é, depois de tantas memoráveis lutas, entregar a maioria das ações aos estrangeiros estadounidenses e pior ainda, de lambugem entregar de mão beijadas através das licitações do FHC e LULA as nossas já descobertas e prospectadas e riquíssimas jazidas petrolíferas ao capital multinacional.
Repetindo a TV CIDADE LIVRE :
“A CONDIÇÃO INDISCUTÍVEL E ABSOLUTA É QUE O CONTROLE DO PROCESSO ESTEJA NAS MÃOS DOS MOVIMENTOS E GOVERNOS POPULARES”.
Blasco Miranda de Ourofino
Médico aposentado
LULA no reino da felicidade
Nada como um governo Lula atrás do outro!!!!!!!!
SÃO PAULO - O Bradesco ganhou R$ 5,817 bilhões em uma base líquida entre janeiro e setembro deste ano, com aumento de 73,6% em relação a período correspondente de 2006, quando lucrou R$ 3,351 bilhões. O resultado acumulado nos nove primeiros meses deste calendário inclui fatores extraordinários, como o resultado na alienação do investimento na Serasa e na Arcelor, entre outros."A origem do lucro é composta de R$ 4,044 bilhões oriundos das atividades financeiras, que correspondem a 70% do lucro líquido e R$ 1,773 bilhão gerado pelas atividades de Seguros, Previdência e Capitalização, que representaram 30% do lucro líquido", explicou a instituição em nota em sua página eletrônica.Ajustado por eventos excepcionais, o lucro líquido foi de R$ 5,356 bilhões até setembro, comparável aos R$ 4,743 bilhões dos primeiros nove meses do ano passado. No terceiro trimestre de 2007, o ganho líquido ajustado equivaleu a R$ 1,850 bilhão, acima do montante apurado nos três meses antecedentes, de R$ 1,801 bilhão.A carteira de crédito, incluindo avais e fianças e valores a receber de cartões de crédito, somou R$ 140,093 bilhões, com crescimento de 27% em relação a setembro do ano passado.(Valor Online)
SÃO PAULO - O Bradesco ganhou R$ 5,817 bilhões em uma base líquida entre janeiro e setembro deste ano, com aumento de 73,6% em relação a período correspondente de 2006, quando lucrou R$ 3,351 bilhões. O resultado acumulado nos nove primeiros meses deste calendário inclui fatores extraordinários, como o resultado na alienação do investimento na Serasa e na Arcelor, entre outros."A origem do lucro é composta de R$ 4,044 bilhões oriundos das atividades financeiras, que correspondem a 70% do lucro líquido e R$ 1,773 bilhão gerado pelas atividades de Seguros, Previdência e Capitalização, que representaram 30% do lucro líquido", explicou a instituição em nota em sua página eletrônica.Ajustado por eventos excepcionais, o lucro líquido foi de R$ 5,356 bilhões até setembro, comparável aos R$ 4,743 bilhões dos primeiros nove meses do ano passado. No terceiro trimestre de 2007, o ganho líquido ajustado equivaleu a R$ 1,850 bilhão, acima do montante apurado nos três meses antecedentes, de R$ 1,801 bilhão.A carteira de crédito, incluindo avais e fianças e valores a receber de cartões de crédito, somou R$ 140,093 bilhões, com crescimento de 27% em relação a setembro do ano passado.(Valor Online)
Resposta á SUJA VEJA
Resposta à suja Veja
''Prezados editores da Veja, meu nome é Yojin Ramones, venezuelano vivendo no Brasil e fincando raízes neste país, já com uma filha brasileira. Escrevo estas linhas em espanhol, porque imagino que o conhecimento deste idioma é total da parte dos senhores, pela análise que fazem de meu país, a Venezuela. A capa da última edição da revista, como outras anteriores, demonstra um desconhecimento real da situação na Venezuela. Porém o mais grave é que isso é feito de maneira intencional, manipulando totalmente a verdade para apresentar uma matriz de opinião de ditadura. Pois bem, vou dar as características da ditadura de que os senhores falam. Na Venezuela se recuperou a economia de uma forma acelerada, melhorando o poder aquisitivo de todos – escutem, de todos – os venezuelanos, ricos e pobres (antes eram apenas os ricos). O país tem anualmente o crescimento do PIB (Produto Interno bruto) mais elevado da América Latina. Nessa ditadura se convoca referendos sobre os temas mais importantes do país, para que o povo opine e escolha o que quiser.Nessa ditadura consertou-se os abusos dos bancos na exploração de seus clientes. Por exemplo, a taxa de juro anual de um cartão de crédito é de 28%. Aqui no Brasil é de 120%.Nessa ditadura há escassez de veículos porque todos compram carros.Essa ditadura se dá ao luxo de sofrer um golpe de Estado, e ver todos os meios de comunicação entrarem em cadeia para falar mal, humilhar e até falar xenofobicamente das pessoas, sem que exista uma só pessoa presa por isso. Em matéria de obras, como metrôs, pontes, teleférico, aeroportos, etc., não há país da América latina que tenha tantas em apenas oito anos.Nessa ditadura a gasolina custa 5 centavos de real o litro, o que os neoliberais chamam de populismo. Nessa ditadura os serviços de saúde devolveram a vista a milhares de pessoas carentes de recursos, não só venezuelanos mas latino-americanos, e pela primeira vez muitos bairros pobres têm um médico para dar atenção às pessoas. Nessa ditadura o poder é cada dia mais transferido para o povo, essas pessoas de poucos recursos, que antes só eram recordadas nas eleições, sendo tratadas como pseudo-escravos. Essa ditadura busca na integração do Sul a prioridade do crescimento de nossas raízes e forças latino-americanas.Por estas e muitas outras razões, essa ditadura, como os senhores a chamam, para nós é cristianismo, igualdade, esperanças. Sei que no Brasil as pessoas são muito boas, têm os mesmos desejos de progresso. Mas com a publicação dos senhores, a televisão Globo, seus canais de TV a cabo ou por satélite as pessoas não vão poder formar uma opinião, porque estão cercadas midiaticamente, hipnotizadas por programas como o BBB Brasil, para que nunca descubram a realidade em volta delas. No entanto, hoje em dia as cercas vêm abaixo, as pessoas opinam, tomam atitude, quer dizer, evoluem para a busca da verdade. O tempo dará razão a quem a tiver. Sem mais para agregar e agradecendo o tempo dos senhores na leitura destas linhas,
Yojin Ramones''.
''Prezados editores da Veja, meu nome é Yojin Ramones, venezuelano vivendo no Brasil e fincando raízes neste país, já com uma filha brasileira. Escrevo estas linhas em espanhol, porque imagino que o conhecimento deste idioma é total da parte dos senhores, pela análise que fazem de meu país, a Venezuela. A capa da última edição da revista, como outras anteriores, demonstra um desconhecimento real da situação na Venezuela. Porém o mais grave é que isso é feito de maneira intencional, manipulando totalmente a verdade para apresentar uma matriz de opinião de ditadura. Pois bem, vou dar as características da ditadura de que os senhores falam. Na Venezuela se recuperou a economia de uma forma acelerada, melhorando o poder aquisitivo de todos – escutem, de todos – os venezuelanos, ricos e pobres (antes eram apenas os ricos). O país tem anualmente o crescimento do PIB (Produto Interno bruto) mais elevado da América Latina. Nessa ditadura se convoca referendos sobre os temas mais importantes do país, para que o povo opine e escolha o que quiser.Nessa ditadura consertou-se os abusos dos bancos na exploração de seus clientes. Por exemplo, a taxa de juro anual de um cartão de crédito é de 28%. Aqui no Brasil é de 120%.Nessa ditadura há escassez de veículos porque todos compram carros.Essa ditadura se dá ao luxo de sofrer um golpe de Estado, e ver todos os meios de comunicação entrarem em cadeia para falar mal, humilhar e até falar xenofobicamente das pessoas, sem que exista uma só pessoa presa por isso. Em matéria de obras, como metrôs, pontes, teleférico, aeroportos, etc., não há país da América latina que tenha tantas em apenas oito anos.Nessa ditadura a gasolina custa 5 centavos de real o litro, o que os neoliberais chamam de populismo. Nessa ditadura os serviços de saúde devolveram a vista a milhares de pessoas carentes de recursos, não só venezuelanos mas latino-americanos, e pela primeira vez muitos bairros pobres têm um médico para dar atenção às pessoas. Nessa ditadura o poder é cada dia mais transferido para o povo, essas pessoas de poucos recursos, que antes só eram recordadas nas eleições, sendo tratadas como pseudo-escravos. Essa ditadura busca na integração do Sul a prioridade do crescimento de nossas raízes e forças latino-americanas.Por estas e muitas outras razões, essa ditadura, como os senhores a chamam, para nós é cristianismo, igualdade, esperanças. Sei que no Brasil as pessoas são muito boas, têm os mesmos desejos de progresso. Mas com a publicação dos senhores, a televisão Globo, seus canais de TV a cabo ou por satélite as pessoas não vão poder formar uma opinião, porque estão cercadas midiaticamente, hipnotizadas por programas como o BBB Brasil, para que nunca descubram a realidade em volta delas. No entanto, hoje em dia as cercas vêm abaixo, as pessoas opinam, tomam atitude, quer dizer, evoluem para a busca da verdade. O tempo dará razão a quem a tiver. Sem mais para agregar e agradecendo o tempo dos senhores na leitura destas linhas,
Yojin Ramones''.
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